- Laéssio Rodrigues é apontado como o mandante do roubo de 13 obras — cinco de Candido Portinari e oito de Henri Matisse — na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.
- O crime ocorreu em 7 de dezembro do ano passado; as obras não foram localizadas até o momento.
- A Polícia Civil cumpriu, nesta sexta-feira, três mandados de prisão e onze de busca e apreensão na Operação Marchand.
- Laéssio foi preso preventivamente em abril deste ano; Regiane Rodrigues da Silva — intermediária entre o mandante e o executor — foi detida nesta sexta-feira; Carlos Leandro Ferreira também permanece preso.
- As investigações indicam que as obras teriam sido vendidas a Leéssio pelo valor de R$ 110 mil, com o prejuízo total estimado entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão; partes podem ter ido a leilões no Rio de Janeiro.
O mandante do roubo de gravuras da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, é Laéssio Rodrigues, alvo da Operação Marchand. Ele foi preso em abril deste ano, após tentativa de suborno ligada a obras de arte. Nesta sexta, a polícia cumpriu três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.
A investigação aponta Laéssio como mentor do crime, descrito pela polícia como o maior ladrão de obras do Brasil. O grupo era especializado em leilões e comércio de artes, com ligações a atividades no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Prisões e alvos
Carlos Leandro Ferreira, comparsa de Laéssio, e Regiane Rodrigues da Silva, estudante de Direito e intermediária do esquema, tiveram prisões divulgadas nesta sexta-feira. Regiane foi localizada na Vila Maria, zona norte de São Paulo.
Desdobramentos da operação
Os agentes atuaram em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. Entre os alvos estão imóveis vinculados a casas de leilões e a empresas do setor artístico. As obras ainda não foram localizadas.
Caso original do roubo
No dia 7 de dezembro de 2025, dois homens armados invadiram a biblioteca, renderam vigia e visitantes e levaram 13 obras: cinco de Portinari e oito de Matisse, além de documentos históricos. O prejuízo estimado fica entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de reais.
Percurso do roubo e suborno
A polícia apura que o plano era vender as gravuras a Laéssio por 110 mil reais, com parte do pagamento já recebida por Gabriel Pereira Rodrigues, executor do crime, que permanece foragido. As gravuras permanecem desaparecidas.
Entre na conversa da comunidade