- A Operação Vérnix, realizada pela Polícia Civil de São Paulo em parceria com a Procuradoria-Geral de Justiça, investiga lavagem de dinheiro do PCC e levou à prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra.
- Deolane foi detida em Barueri, por volta das seis da manhã desta quinta-feira, após retornar da Europa para renovar o passaporte na Polícia Federal.
- A investigação aponta que ela controlava trinta e cinco empresas de fachada ligadas à transportadora Lado a Lado, usada pela cúpula do PCC, com bloqueio de ativos total de cerca de R$ 327 milhões.
- A Justiça confiscou R$ 27.002.774,72 de Deolane e de suas empresas; mandados também atingiram líderes do PCC, como Marcola e o irmão dele.
- Bilhetes encontrados em presídio teriam vinculado Deolane ao esquema, além de apontar o operador financeiro Everton de Souza, o “Player”, como intermediário da organização.
A operação Vérnix deflagrada na quinta-feira (21) resultou na prisão de Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A ação contou com a atuação conjunta da Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo. Segundo as investigações, havia uma rede de empresas de fachada para movimentar recursos ilegais.
Detalhes da operação Vérnix
A prisão de Deolane ocorreu em sua residência, em Barueri, na Grande São Paulo, por volta das 6h. Ela retornara da Europa no dia anterior para tratar de questões na Polícia Federal. Durante o período de atuação, a difusão vermelha da Interpol chegou a ser acionada, enquanto a influenciadora estava em Roma; o retorno ao Brasil ocorreu antes de qualquer decisão internacional.
Acusações e base da investigação
Deolane é alvo de indiciamento por organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme os investigadores. A apuração aponta que ela operaria como uma espécie de caixa da facção, envolvendo-se com operações financeiras vultosas. O ponto de partida foram bilhetes encontrados em presídio, que ligariam a pessoa a uma rede de lavagem ligada ao PCC.
Como a rede funcionava
Investigações indicam que Deolane controlava 35 empresas de fachada, registradas em um único endereço em Martinópolis. Essas empresas não apresentavam atividade operacional verificável e partilhavam o mesmo contador. O dinheiro supostamente advinha da Lado a Lado Transportes Ltda, de Presidente Venceslau, apontada como controlada pela cúpula da facção.
Montante bloqueado e bens
Ao todo, o Judiciário determinou o bloqueio de R$ 327 milhões em ativos e imóveis relacionados aos investigados. Especificamente, a Justiça confiscou R$ 27.002.774,72 das contas de Deolane e de suas empresas.
Outros alvos e respostas da defesa
Além de Deolane, foram cumpridos mandados de prisão para Marcola, considerado líder do PCC, e seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, já preso. O advogado de Marcola afirmou que seria improvável o líder conduzir a organização de dentro do sistema prisional, com monitoramento constante.
Papel de Everton de Souza e do cenário financeiro
Everton de Souza, apontado como operador financeiro conhecido como “Player”, atuava como intermediário entre a cúpula e a transportadora, com vínculos próximos a Deolane. Mais de R$ 9,4 milhões dele foram bloqueados, e a apuração indica que ele orientava o destino dos recursos.
Contexto de 2024 e antecedentes
A investigação está relacionada a ações anteriores envolvendo Deolane, incluindo a Operação Integration, realizada em 2024 pela Polícia Civil de Recife e pelo Ministério Público para desarticular organização dedicada a jogos de azar e lavagem de dinheiro. Na ocasião, ela foi detida e liberada após revogação de prisões preventivas.
O que se sabe sobre o objetivo da operação
As apurações buscam esclarecer a origem dos recursos, a relação entre as empresas de fachada e a transportadora, além de mapear as conexiones com a liderança do PCC. O material reunido envolve documentos, registros financeiros e depoimentos que apontam o fluxo de capitais entre as mãos da organização criminosa.
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