- Deolane Bezerra divide uma cela de 9 metros quadrados com outra advogada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo, devido ao tratamento diferenciado por ser advogada.
- Ela foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix, investigando suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital; a prisão preventiva foi autorizada pela Justiça.
- Após a prisão, ela esteve em Barueri, região metropolitana de São Paulo, e foi transferida nesta sexta-feira, 22, para a unidade do interior, chegando às 12 horas.
- A defesa de Deolane alega inocência; ela está regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo.
- A penitenciária apresentava superlotação antes da chegada dela, com 873 detenções e 159 além da capacidade de 714, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária.
A influenciadora Deolane Bezerra divide uma cela de 9 m² com outra advogada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela foi presa na quinta-feira, 21, na Operação Vérnix, que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A prisão é preventiva.
Após a prisão em Barueri, na Grande São Paulo, Deolane ficou na Penitenciária Feminina de Santana, na capital, e nesta sexta-feira, 22, foi transferida para a unidade do interior, entrando às 12h. A defesa ainda não se manifestou.
A cela tem beliche, ventilador e chuveiro. Por ser advogada, ela tem privacidade e dispensa do isolamento inicial de 10 a 30 dias. Dados da SAP indicam superlotação na unidade, com 873 detentas, 159 acima da capacidade de 714.
Caso precise, atendimento médico, ginecológico e odontológico é fornecido pela rede da prisão, com alimentação igual aos demais presos. A rotina diária inclui refeições, banhos de sol e atividades comuns no presídio.
A penitenciária fica na Rodovia SP-294, km 667,8, em Tupi Paulista. O local foi inaugurado em 2011 e ocupa cerca de 20 mil m². A chegada de Deolane atraiu curiosidade de moradores e fãs na cidade de 16 mil habitantes.
Contexto legal sobre cela especial
O STF, em maio de 2023, derrubou a prisão especial por curso superior prevista no Código de Processo Penal. A decisão eliminou o benefício para a maior parte dos casos, mantendo-o apenas em situações específicas previstas pelo Estatuto da Advocacia. Se condenado em definitivo, o direito é cancelado.
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