- Deolane Bezerra afirmou na audiência de custódia que foi presa no exercício da profissão, por advogar para um cliente que depositou R$ 24 mil em sua conta.
- A audiência manteve a prisão preventiva; a defesa pediu prisão domiciliar com base em idade da filha mais nova, de nove anos, e em que não haveria violência ou grave ameaça.
- Ela foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
- A Polícia Civil e o Ministério Público investigam a relação de Deolane com o PCC, com indícios de participação na movimentação de recursos da facção e uso de empresas de fachada.
- Em 2024, Deolane já havia sido alvo da CPI das Bets por suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais, chegando a cumprir prisão domiciliar e depois retornar ao regime fechado.
Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, afirma ter sido presa no exercício da profissão ao defender um cliente que depositou dinheiro em sua conta. A prisão ocorreu durante operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, com cumprimento de mandados na Grande São Paulo e no interior. A Justiça manteve a prisão preventiva.
Na audiência de custódia realizada de forma virtual, a defesa afirmou que o serviço prestado ocorreu entre 2019 e 2020, e que houve um recebimento de honorários de 24 mil reais. A advogada explicou que a acusação não envolve violência ou ameaça, e requer a aplicação de medidas mais brandas que a prisão.
A Justiça ainda não decidiu pela soltura, mantendo a detenção. A defesa pediu prisão domiciliar com base em decisão do STF de 2018 que reserva esse regime para mães de crianças pequenas em casos sem violência. A solicitação foi apresentada com o argumento de que a filha mais nova tem nove anos.
Transferência
Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo. Anteriormente estava na Penitenciária Feminina de Santana, na capital. A transferência não altera a linha de investigação em curso.
A investigação aponta suposta participação da advogada no fluxo financeiro ligado ao PCC, com uso de empresas de fachada e contas para ocultar recursos. O material apreendido inclui estruturas associadas a uma transportadora ligada ao grupo criminoso.
Investigação em curso
Os investigadores afirmam ter técnicas de extração de dados de celulares apreendidos, mesmo diante da recusa da defesa em fornecer senhas. A recusa não impede a Polícia Civil de avançar nas informações relevantes para o inquérito. A linha de apuração envolve conexão com atividades de lavagem de dinheiro e exploração de apostas.
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