- Jeep Renegade, Compass e Commander ganharão nova geração híbrida, com arquitetura preparada para eletrificação e produção no Brasil até o fim da década.
- A substituição da plataforma atual Small Wide por uma base mais capaz de suportar híbridos completos é a principal mudança.
- O primeiro Jeep dessa nova geração será o Cherokee, com estreia internacional até o fim deste ano; o Compass é apontado como o candidato natural a abrir a operação no Brasil.
- No Brasil, a produção deve ocorrer em Goiana, Pernambuco, com o Compass chegando ao mercado brasileiro já usando a nova base até 2027.
- Quanto aos motores, versões de alto valor devem adotar o conjunto híbrido baseado no motor 1.6 THP eletrificado, enquanto as versões de entrada manterão o 1.3 turboflex com sistema híbrido leve de 48 V.
A Jeep confirmou oficialmente o desenho da próxima geração de seus três SUVs mais vendidos na América do Sul: Renegade, Compass e Commander. O movimento faz parte do plano FaSTLAne 2030 da Stellantis, que prevê renovação até o fim da década com nova arquitetura e eletrificação ampliada, produzida no Brasil.
A mudança central é a passagem da atual plataforma Small Wide por uma arquitetura mais preparada para eletrificação. A meta é elevar o patamar tecnológico da Jeep e viabilizar híbridos mais completos produzidos localmente até 2030, sem abrir mão de desempenho e robustez.
Cherokee abre caminho e Compass pode estrear no Brasil
O cronograma global aponta o novo Jeep Cherokee como o primeiro a usar a arquitetura moderna, com estreia prevista ainda neste ano. Em seguida, o Compass deve iniciar a transição na produção brasileira, abrindo a fila de adoção da nova base.
O Cherokee já teve registro no Brasil e a produção com a nova base deve chegar ao mercado nacional até 2027, com o Compass seguindo nessa linha de etapas.
Fabricação em Goiana ganha protagonismo
A renovação envolve o Polo Automotivo de Goiana (PE), hoje um dos principais centros da Jeep fora dos EUA. A fábrica deve ganhar maior protagonismo na estratégia sul-americana da Stellantis, com a produção de motores e componentes para a nova geração.
A Stellantis planeja investir em mais de 60 modelos globais até 2030, com Jeep recebendo parcela relevante dos recursos. A mudança aponta para o fim da era Small Wide e o início de Jeeps híbridos plenos produzidos no Brasil.
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