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Maior ladrão de obras é apontado como mandante do roubo à Mário de Andrade

Laéssio Rodrigues, identificado como mentor do roubo na Biblioteca Mário de Andrade, teria articulado a venda das obras em leilões no Rio

Obras roubadas faziam parte da exposição "Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade"
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  • A Polícia Civil de São Paulo avança na investigação do roubo na Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em dezembro de 2025, com três prisões e 11 buscas na Operação Marchand.
  • Laéssio Rodrigues é apontado como o mentor do crime e o que seria o maior ladrão de obras do Brasil; ele já está detido após cumprimento de prisão preventiva em abril, relacionado a tentativa de suborno de R$ 500 mil no Rio de Janeiro.
  • Outros alvos da operação são Carlos Leandro Ferreira, preso, e Regiane Rodrigues da Silva, presa nesta sexta-feira; Regiane era intermediária entre o mandante e o executor.
  • As ações ocorreram nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro, atingindo imóveis ligados a leilões e comercialização de obras de arte.
  • As 13 obras roubadas — cinco de Candido Portinari e oito de Henri Matisse — além de documentos históricos, ainda não foram localizadas; o prejuízo estimado é entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão, e o envolvido Gabriel Pereira Rodrigues de Mello permanece foragido.

A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações do roubo ocorrido na Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital, em dezembro. Na sexta-feira (22), foram cumpridos 3 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão na operação Marchand. O mandante é apontado como Laéssio Rodrigues, já detido, considerado o maior ladrão de obras do Brasil.

A investigação afirma que Laéssio, mentor do crime, articulou a venda das obras furtadas por meio de leilões no Rio de Janeiro. Ele já tinha sido preso preventivamente em abril deste ano, após tentar subornar um agente de segurança de um instituto federal do Rio para subtrair obras de arte, com suborno estimado em R$ 500 mil.

Entre os presos nesta sexta, consta Carlos Leandro Ferreira, colega próximo de Laéssio, e Regiane Rodrigues da Silva, estudante de Direito que atuou como interlocutora entre o mandante e o executor. Regiane foi detida na zona norte de São Paulo; Carlos permanece preso.

A ação policial envolve imóveis ligados a pessoas e casas ligadas a leilões e comércio de obras de arte, em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. As informações indicam que o trio já responde a nova ordem de prisão, com os demais investigados ainda sem defesa localizada pela reportagem.

Roubo na biblioteca e execução

O roubo ocorreu em 7 de dezembro do ano passado, quando dois homens armados, identificados como Felipe dos Santos Fernandes Quadra e Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, invadiram a biblioteca. Eles renderam um vigilante e visitantes, levando 13 obras, sendo 5 de Candido Portinari e 8 de Henri Matisse, além de documentos históricos.

A perícia aponta que o plano era vender as obras para Laéssio pelo equivalente a R$ 110 mil. Gabriel já teria recebido parte do pagamento. O prejuízo financeiro estimado pelo caso fica entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão. As gravuras ainda não foram localizadas, com indícios de leilões no Rio de Janeiro.

Felipe foi preso logo após o crime, enquanto Gabriel está foragido, com mandado de prisão expedido. Outros dois suspeitos, Luis Carlos do Nascimento, conhecido como Magrão, ligado ao PCC, e Cicera de Oliveira Santos, esposa de Gabriel, chegaram a ser detidos mas respondem em liberdade. A defesa dos envolvidos não foi localizada pela reportagem.

As investigações continuam para localizar as obras roubadas e esclarecer toda a cadeia de pagamentos envolvendo o possível leilão das peças no Rio. Os investigadores ressaltam que os celulares apreendidos devem fornecer novos dados sobre a dinâmica do grupo.

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