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Onze dias após explosão, Jaguaré vive impasse sobre moradia e hotéis

Onze dias após explosão no Jaguaré, moradores seguem sem moradia e indenizações; protesto bloqueia avenida, enquanto Comgás afirma atuar com governo e Sabesp

Grupo de pessoas reunidas à noite em rua bloqueada por fogo e objetos queimando. Luzes de postes iluminam a cena e cones de trânsito estão no chão.
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  • Onze dias após a explosão no Jaguaré, moradores afirmam estar em impasse sobre moradia temporária, indenizações e hospedagem.
  • Na noite de sexta-feira, cerca de sessenta moradores bloquearam a Avenida Presidente Altino para cobrar respostas das concessionárias e do governo sobre moradia, indenizações e perda de renda.
  • Houve relatos de falhas na transferência entre hotéis e da falta de definição sobre aluguel provisório, com familiares sem reserva confirmada em novo hotel.
  • Em reunião com representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Sabesp e da Comgás, foram apresentadas reclamações sobre critérios de reconstrução, indenizações e prazos para pagamento de danos materiais.
  • A Sabesp informou que a responsabilidade pela hospedagem emergencial ficou com a Comgás, com ações de assistência social; a empresa afirmou que já houve auxílio emergencial a oitocentas pessoas e vistoria de centenas de imóveis, enquanto segue o planejamento de aluguel temporário e imóveis provisórios.

Onze dias após a explosão no Jaguaré, moradores seguem em impasse sobre moradia temporária, indenizações e hospedagem. O acidente deixou duas pessoas mortas e três feridos, e ainda não há definição sobre aluguel provisório.

Relatos de falhas na transferência entre hotéis foram apresentados por moradores que também reclamam da demora na definição de opções de moradia. Vítimas dizem que foram retiradas de um hotel sem garantia de reserva em outro local.

Durante a noite de sexta-feira, cerca de 60 moradores bloquearam a Avenida Presidente Altino para cobrar respostas das concessionárias e do Governo de São Paulo. Eles reivindicam conforto habitacional e compensações para a perda de renda.

Protesto e participação de órgãos públicos

A mobilização ocorreu após Edinaldo Santos Vieira Filho, de 34 anos, chegar a uma reunião entre moradores e representantes de órgãos públicos. Vieira Filho relatou problemas na transferência de hotel para sua família.

Participaram da reunião representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Sabesp e da Comgás. Moradores relatam que houve falha de comunicação entre os órgãos e as concessionárias durante o processo de realocação.

Segundo relatos, a última pessoa a receber quarto ficou três horas esperando por acomodação. Mesmo com orientação para aguardar, muitos ficaram sem espaço disponível e houve pressão para uma solução rápida.

Ao retornar à comunidade, Vieira Filho afirmou que a promotoria não estava informada sobre a reunião, e que não havia repasse claro de informações entre as partes. A situação aumentou a tensão entre moradores.

Ações de assistência e plano de ação

Em nota, a Sabesp informou que a responsabilidade pela hospedagem emergencial caberia à Comgás, enquanto a Sabesp fica com assistência social, indenizações e recuperação de imóveis. A explosão foi causada por uma obra da Comgás que atingiu uma tubulação de gás.

Durante a reunião, moradores apresentaram dúvidas sobre aluguel temporário, imóveis provisórios, indenizações e reconstrução das casas interditadas. Questionam critérios de reconstrução e prazos para pagamento de danos materiais.

Ana Cristina Ferreira Gomes, da ONG Força e Consciência, destaca que dois pontos urgentes foram discutidos: direcionamento para aluguel temporário com seis meses de pagamento e medidas para quem perdeu renda. A Sabesp prometeu apresentar, em até dois dias úteis, uma lista de imóveis disponíveis.

Além disso, a Sabesp informou que apartamentos da CDHU podem ficar prontos em até 20 dias. A empresa também mencionou ações de limpeza, reparos emergenciais e reformas. Dados oficiais indicam 798 famílias já receberam auxílio de R$ 5.000 e 300 imóveis foram vistoriados.

A Defensoria Pública reiterou atuação para garantir segurança jurídica nas soluções, com prioridade em atendimento habitacional adequado e medidas emergenciais para deixar a situação de precariedade. O Ministério Público não respondeu até o fechamento.

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