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Paranapiacaba vai restaurar 34 casas inglesas do século 19

Paranapiacaba terá restauração de 34 casas do século XIX, em parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a prefeitura de Santo André, com 11,7 milhões de reais

Mulher com casaco preto apoia os braços no parapeito de janela aberta em casa de madeira pintada de vermelho. Janela tem venezianas de madeira e cortina branca ao fundo.
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  • Paranapiacaba vai restaurar 34 casas da vila inglesa, símbolo da industrialização paulista.
  • O projeto, no valor de R$ 11,7 milhões, é parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Santo André, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
  • A verba é do governo federal; a prefeitura ficará responsável por viabilizar as obras, e a vila, que fica no ABC Paulista, tem cerca de 750 moradores.
  • As casas são tombadas pelo Iphan; alterações precisam de autorização, a restauração deve preservar madeira original e a pintura será na cor vermelha goya.
  • Moradores afetados incluem Mariana Lino da Silva, 33, que terá de deixar a casa temporariamente; a prefeitura promete realocação próxima e outras substituições conforme necessário.

Paranapiacaba vai passar por uma restauração de 34 casas da vila inglesa, símbolo da industrialização paulista. O projeto tem início previsto para o segundo semestre e tem orçamento de 11,7 milhões de reais. A iniciativa envolve a prefeitura de Santo André e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.

A restauração é parte do Novo PAC, criado para preservação cultural e atrair turismo. O dinheiro é do governo federal, com a prefeitura responsável por viabilizar as obras. A vila abriga hoje cerca de 750 moradores e é tombada por órgãos de patrimônio.

A vila foi inaugurada em 1867 e construída para abrigar funcionários da São Paulo Railway, empresa britânica. As casas de madeira trazidas da Europa foram fabricadas com material local na serra do Mar, preservando o estilo inglês do século XIX.

Parcerias e recursos

A iniciativa ocorre em parceria entre o Iphan e a gestão municipal de Santo André, sob o comando do prefeito Gilvan Ferreira. Todo o aporte financeiro virá de recursos federais vinculados ao patrimônio histórico, conforme anúncio oficial.

Segundo o Iphan, a restauração preserva madeira pinho-de-riga e telhas produzidas em Marselha. A ideia é manter a aparência original das casas, com intervenções mínimas para reforçar estruturas, sem alterar o layout autenticado.

Impacto local e logística

A prefeitura destacou que a recuperação deve impulsionar o turismo e a economia da região. Dados do município apontam que a vila recebe, em média, 250 mil visitantes por ano e costuma ser palco de eventos culturais.

Algumas famílias, como a que vive na avenida Fox, serão realocadas temporariamente durante as obras. A prefeitura informou que moradias restauradas próximas à atual moradia devem acolher os moradores sem afastá-los do entorno.

Paranapiacaba continua sendo um polo turístico da região do ABC paulista, com acesso pelo trem turístico da CPTM que parte da estação Luz, em São Paulo. O trajeto até a vila funciona aos fins de semana mediante reserva.

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