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Gero Fasano lança livro e questiona a ideia de que hoje todo mundo é chef

Gero Fasano lança 55 Pitacos e questiona modismos da gastronomia, criticando rankings, a palavra “experiência” e a cultura do estrelato

Gero Fasano lança livro e questiona: hoje todo mundo é chef, tudo é experiência
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  • Gero Fasano lança o livro 55 Pitacos no dia 30, com provocações bem-humoradas sobre modismos, listas e a palavra “experiência”.
  • O chef tem 64 anos, passou por dois transplantes de fígado e apresenta uma voz marcada pela experiência de vida e de cozinha.
  • O Grupo Fasano, herdeiro de uma linha gastronômica que começou com Vittorio em 1902, atua com hotéis e restaurantes no Brasil, em Nova York e em breve Milão.
  • Fasano critica rankings gastronômicos como o 50 Best e rejeita ser avaliado pelo Michelin, defendendo a cozinha italiana autêntica.
  • O livro abrange também a visão do restaurateur, a importância do padrão de qualidade e aspectos da vida pessoal, como o futebol e a relação com a família doadora.

Gero Fasano, restaurateur de 64 anos, lança o livro 55 Pitacos nesta sexta-feira. A obra reúne provocações bem-humoradas sobre gastronomia, moda de consumo e linguagem de redes sociais, conforme o próprio autor. O lançamento acontece após trajetória marcada por lutas e conquistas.

Fasano carrega uma história de transplantes de fígado, dois procedimentos que o acompanharam ao longo da vida. O percurso pessoal ajuda a entender a voz firme e a visão crítica que ele traz aos seus argumentos no livro e em entrevistas.

O chef é herdeiro de uma linhagem gastronômica que remonta ao bisavô Vittorio, imigrante milanês que abriu a Brasserie Paulista em 1902. Hoje, o Grupo Fasano opera hotéis e restaurantes no Brasil, Nova York e expandirá para Milão, Londres e outras cidades.

Conteúdo e foco do livro

O projeto nasceu de uma impaciência acumulada, segundo Fasano. O objetivo é fazer rir, mas também provocar leitura crítica sobre modismos, listas e avaliações. O livro questiona critérios de classificação que viralizam nas redes.

Fasano critica rankings gastronômicos, especialmente o 50 Best, que considera repetitivo e artificial. Ele prefere o Gambero Rosso e cita Marco Pierre White como referência de formação de chefs, destacando o impacto de decisões independentes de critérios.

O restaurateur argumenta que a profissão está sob ataque ao virar-se para a celebridade. Defende o conceito de padrão de qualidade como o eixo central, em oposição a turnos de destaque midiático ou experiências descritas como rótulos de moda.

Perspectivas sobre hospitalidade e estilo

No sentido prático, Fasano questiona o que muda no dia a dia de restaurantes quando se prioriza a televisão ou o ranking. Ele critica o termo hotel boutique e o conceito de experiencia como rótulos de mercado, preferindo foco no atendimento estável e na qualidade.

Em Nova York, o restaurante Fasano funciona 95% com clientela internacional, reforçando a ideia de cozinha italiana autêntica. Milão é citada como retorno às raízes familiares, onde o bisavô Vittorio iniciou a história da família.

Aspectos pessoais e profissionais

Fasano descreve o cotidiano de trabalho intenso, com horários noturnos e armadilhas da profissão, e agradece a doação de família que fez possível sua vida. Fora do restaurante, acompanha o filho aos estádios para assistir ao Palmeiras, ainda que a emoção seja grande.

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