- O caso de abuso sexual envolve o médico da comissão atlética, Richard Strauss, que supostamente abusou de centenas de estudantes atletas; ele cometeu suicídio em 2005.
- A universidade já fez acordos com centenas de vítimas, totalizando cerca de US$ 61 milhões até o momento.
- O presidente Walter “Ted” Carter Jr. renunciou após admitir uso de recursos públicos para ajudar o negócio de podcast de Krisanthe Vlachos, em meio a uma relação inadequada; também houve uso de cerca de US$ 60 mil em fundos estaduais.
- A instituição enfrenta queda de reputação e é hoje gerida por seu quarto presidente em seis anos; ex-funcionário chegou a afirmar sob juramento que o congressman Jim Jordan tinha conhecimento de abusos.
- Debates sobre doações de grandes benefatores, incluindo Les Wexner, e sobre influência financeira coincidindo com dificuldades econômicas, como queda de matrícula e o peso de estudantes internacionais.
O Ohio State University, em Columbus, enfrenta uma sequência de crises que vão além de casos de abusos sexuais, atingindo a governança, o financiamento e a imagem da instituição. A universidade já pagou cerca de 61 milhões de dólares a vítimas de abusos que envolveram um médico da Faculdade de Medicina do campus.
Entre as novas revelações, o então presidente Walter “Ted” Carter Jr. deixou o cargo em março após admitir ter usado dinheiro público para favorecer uma relação imprópria com Krisanthe Vlachos, ligada a um projeto de podcast. Investigações internas apontaram ainda a possível criação de despesas e viagens que teriam detonado o conflito com Vlachos.
O conjunto de problemas se soma a uma onda de dificuldades financeiras na educação superior, com queda de receitas e uma sequência de mudanças administrativas. A OSU já teve quatro presidentes em seis anos, enquanto debates sobre doadores e a influência de financiadores continuam.
Crises na governança e na reputação
Em fevereiro, um professor de ética foi acusado de atacar um videomaker que buscava questionar um ex-presidente sobre doadores de grande peso, ampliando a cobertura negativa sobre a instituição. Em maio, 30 ex-jogadores de futebol da universidade ingressaram em uma ação federal relacionada ao caso Strauss, com possibilidade de custos adicionais para a universidade.
Acadêmicos e dirigentes públicos discutem o impacto dessas controvérsias no financiamento e na autonomia universitária. A instituição relata contribuição econômica de cerca de 19 bilhões de dólares para o estado e a manutenção de mais de 100 mil empregos, enquanto cresce o escrutínio sobre o papel de grandes doadores.
A controvérsia envolvendo Le s Wexner, figura ligada a doações históricas à OSU, permanece em pauta, com pedidos de retirada de seu nome de prédios e programas. A universidade aponta a relevância dos investimentos para pesquisa, mas diz que o episódio alimenta preocupações sobre governança e ética.
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