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Turismo de selfie transforma destinos em cenários para redes sociais

Turismo de selfie acelera a superlotação em pontos icônicos e leva governos e museus a impor limites de visita para proteger destinos

Destinos populares, como a Capadócia e a Islândia, enfrentam até danos ecológicos devido ao turismo excessivo.
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  • A busca por fotos “instagramáveis” transforma destinos em cenários para redes sociais, levando multidões a pontos icônicos e entradas comLIMITADAS, como em Aruba, onde a Flamingo Beach é acessível apenas por hotel ou por passes de US$ 125.
  • Especialistas dizem que viagens passam a priorizar listas de fotos, reduzindo curiosidade e exploração, com viajantes buscando a foto perfeita em locais famosos.
  • Casos ao redor do mundo mostram impactos: Capadócia enfrenta pressões de balonistas; Santorini tem negócios bloqueados por filas; Islândia fechou o Fjaðrárgljúfur Canyon em 2019 para abrir caminhos adequados; em Petra, guias observam foco quase exclusivo em fotos.
  • Soluções públicas e museus adotam medidas, como no Egito, com aumentos de até cinquenta por cento no ingresso às Pirâmides e centro de visitantes; na Itália, a Galleria dell’Accademia ampliou horários e controle de grupos; no Louvre, a Mona Lisa ganhará sala própria até 2031.
  • O turismo de fotos também provoca mudanças no comportamento de excursões, com algumas empresas enfatizando educação e ciência, e outras priorizando selfies em frente a monumentos e obras.

Aruba está entre os destinos onde o turismo de selfie transforma pontos turísticos em cenários para redes sociais. Focos de visitação, como a Flamingo Beach, são mantidos por meio de reserva de hospedagem ou de passes diários, com filas que se esgotam rapidamente.

Turistas do mundo inteiro visitam a ilha com o objetivo de fotografar flamingos cor-de-rosa, criando uma dinâmica de visitação controlada, porém efetiva na atração de visitantes que buscam imagens perfeitas para redes sociais.

Atenção aos hábitos de viagem impulsionados por influenciadores é tema recorrente: blogueiros e profissionais de marketing passam a planejar viagens com foco em fotos icônicas, influenciando a forma como destinam tempo e orçamento.

Impacto e exemplos

Essa tendência não se restringe a Aruba. Diversos destinos reportam sobrelotação em pontos como praças, monumentos e mirantes, quando o objetivo primo é registrar imagens para perfis sociais. A pressão por fotos rápidas pode reduzir a imersão com o local.

Especialistas observam que o turismo de listas de verificação ganhou força com a popularização das redes sociais e com dias de folga limitados, o que incentiva visitas concentradas em curto tempo. Isso acirra a competição por ângulos e horários privilegiados.

Medidas adotadas por governos e instituições culturais Buscam frear impactos negativos, buscando equilíbrio entre foto, visita técnica e preservação do local. Em alguns casos, há reestruturação de fluxos, horários e limites de acesso.

Exemplos de ações

Na Turquia, a Capadócia registra impactos por excesso de visitantes em pontos sensíveis, levando a restrições de acesso para proteger áreas rochosas e reduzir danos ambientais. Em Santorini, filas em pontos de pôr do sol afetam negócios locais.

Na Islândia, a tentativa de preservar cenários naturais após relatos de danos levou ao fechamento temporário de cânions populares e à construção de caminhos para uso responsável. Em Petra, Jordânia, guias destacam que muitos viajantes priorizam fotos, orientando escolhas de roteiro.

Reações de museus e destinos

Instituições culturais ajustam horários, limites de grupos e sinalização para melhorar a experiência do visitante sem prejudicar obras. Em Florença, a diretora de uma galeria ampliou horários e reduziu fluxos para manter a qualidade da visita ao Davi.

Profissionais de turismo destacam que mudanças estruturais ajudam a preservar patrimônio e valorizar a experiência. Em Linhas de cruzeiro e expedições, educadores relatam que visitas com foco científico convivem com a procura por fotografias, exigindo planejamento.

Caminhos para o futuro

Governos brasileiros e estrangeiros buscam modelos de visitação responsáveis, com controle de lotação, trilhas definidas e educação sobre preservação. A ideia é manter o encanto histórico e natural, sem abrir mão da segurança e da conservação.

A adoção de práticas como entradas com horários, áreas delimitadas e rotas de circulação tem sido apontada como eficaz para reduzir impactos, sem eliminar a possibilidade de contemplação e aprendizado.

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