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46 exposições e bienais para ver neste verão

Verão movimenta agenda global de museus e bienais, com exposições de grande escala que abordam terra, tecnologia e memórias indígenas, impactando colecionismo e crítica

Gladys Nilsson, *Big Birthday*, 2010.
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  • O verão traz 46 exposições em museus e bienais ao redor do mundo, com grandes projetos de artistas como Laure Prouvost, Carsten Höller e Tomás Saraceno.
  • Enquanto a Bienal de Veneza permanece em cartaz até novembro, a Manifesta terá edição na região do Ruhr, na Alemanha, e duas novas mostras tipo bienal começam no Nordeste dos Estados Unidos.
  • Temas centrais incluem o encontro entre terra, história e meio ambiente, com Caycedo em São Paulo e uma retrospectiva de Ana Mendieta no Tate Modern.
  • Entre os eventos de destaque estão Medina Triennial em Medina (Nova York), Aldrich Decennial em Ridgefield (Connecticut) e a abertura do Obama Presidential Center, em Chicago, no dia 19 de junho.
  • O montante de mostras também reforça narrativas indígenas, relações com o espaço urbano e experiências de memória e corpo, em exposições como Qillaniq (National Gallery of Canada) e Ana Mendieta (Tate Modern).

O circuito de museus e bienais promete um verão de grandes espetáculos. Projetos de peso ocupam espaços como Grand Palais em Paris, UCCA em Pequim e Haus der Kunst em Munique, com parcerias que cruzam ciência, tecnologia e meio ambiente. A temporada destaca a expansão de temas, incluindo a relação entre terra, memória e história.

Entre as estreias mais comentadas, Laure Prouvost aparece em Paris com uma mostra sobre física quântica no Grand Palais. Carsten Höller prepara uma exposição de larga escala em Beijing, ainda sem muitos detalhes oficiais. Tomás Saraceno leva esculturas monumentais a Munique, além de apresentar uma obra de solo na Argentina.

Outros focos importantes incluem obras ligadas à terra e às narrativas históricas. Carolina Caycedo inaugura exposição no MASP, enquanto a National Gallery of Canada mapeia artistas indígenas contemporâneos de Inuit Nunaat, Sápmi e Denendeh. Tate Modern celebra Ana Mendieta com uma retrospectiva muito aguardada.

Grandes exposições globais

A temporada reúne mostras de artistas que trabalham com monumentalidade, tecnologia e imaginação científica. Em São Paulo, Caycedo dialoga com questões de sustentabilidade e cuidado com o território, conectando passado e presente. Em Basel, Cao Fei apresenta uma visão crítica da agricultura tecnológica e da presença chinesa no mundo contemporâneo.

Em Toronto, Diego Marcon exibe obras que incorporam narrativas de domesticidade contestadas por técnicas de cinema experimental. Nova York recebe a mostra Musical Bodies no Met, explorando a relação entre corpo, som e objetos, com obras históricas e contemporâneas. Esses contornos indicam uma temporada ambiciosa, marcada por referências históricas e experimentos formais.

Foco regional e indígena

Exposições destacam vozes de comunidades tradicionalmente sub-representadas. No Canadá, a curadoria indígena figura como eixo de programação, com olhares sobre Inuit Nunaat, Sápmi e Denendeh. Em São Paulo, Caycedo atua como ponte entre histórias desapropriadas e saberes locais, enfatizando a relação entre mulher, terra e memória coletiva.

Na Europa, a Tate Modern revisita Ana Mendieta, situando seu corpo e sua relação com a natureza no centro de debates sobre feminismo e colonialismo. Em Berlim, a mostra de Gabriele Stötzer enfatiza a arte como resposta política, refletindo sobre o corpo como território de resistência.

Bienais, cidades e mudanças de tema

A temporada não se restringe a museus permanentes. Manifesta instala-se na região do Ruhr, na Alemanha, com obras distribuídas por igrejas desativadas, conectando religião, arte e espaço público. Nos EUA, Medina Triennial e Aldrich Decennial abrem caminhos para novas leituras de regionalidade, sustentabilidade e memória local.

A Venice Biennale permanece em cartaz, mas o foco principal se desloca para outras plataformas que ampliam o alcance regional e internacional. O conjunto de mostras aponta para um verão de leitura crítica sobre história, território e identidade, sem abrir mão da experimentação cênica e sonora.

Caminhos e datas

Entre as mostras, destacam-se: Akinsanya Kambon em Nova York com Cerâmica e Pinturas; Cao Fei em Basel com Antropologia contemporânea; Youth Palace em Shanghai com curadoria que desafia narrativas oficiais; Marcon em Toronto com vídeos e instalações. Programas de museus como Met, Tate, Guggenheim e Rijksmuseum compõem a espinha dorsal da temporada.

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