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Chikungunya: indígenas respondem por 5% dos casos e 38% das mortes em 2026

Indígenas respondem por 9 das 24 mortes por chikungunya em 2026, concentradas em Dourados e Itaporã, Mato Grosso do Sul, apesar de 4,7% dos casos

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  • Em 2026, indígenas respondem por 3.172 dos 67.418 casos prováveis de chikungunya no Brasil (4,7%), mas concentram 9 das 24 mortes confirmadas (37,5%).
  • O surto afeta o Mato Grosso do Sul, com maior concentração em Dourados e Itaporã; o estado soma 78 municípios atingidos.
  • Dourados registrou a maioria das mortes indígenas, que também ocorreram em Jardim, Campo Grande, Bonito e Vicentina (MS), além de ocorrências em Araçatuba (SP), Caldas Novas (GO), Tangará da Serra (MT), Cacoal (RO), Uberaba (MG) e Porto Seguro (BA).
  • A prefeitura de Dourados declarou situação de emergência em saúde pública em 20 de março, seguido de calamidade em 20 de abril, diante da ocupação de leitos e do avanço da chikungunya.
  • Em 2025 não houve mortes indígenas por chikungunya; neste ano, ocorreram também mortes por dengue, SRAG e outras causas entre povos indígenas, refletindo vulnerabilidade a surtos.

Desde março, um surto de chikungunya afeta municípios do Mato Grosso do Sul, com 67.418 casos prováveis no Brasil em 2026 e 24 óbitos confirmados em todo o país. A doença atingiu principalmente indígenas, em Mato Grosso do Sul, e se espalha por 78 municípios do estado.

Os indígenas somam 3.172 dos casos prováveis de chikungunya no Brasil em 2026, equivalente a 4,7% do total. No entanto, representam 9 das 24 mortes, ou 37,5% dos óbitos. Outros 4 indígenas faleceram por causas associadas a fatores distintos após o diagnóstico.

A cidade de Dourados, no MS, concentra 9% dos casos deste ano e registrou as maiores mortes entre os indígenas. A prefeitura declarou situação de emergência em 20 de março e calamidade em 20 de abril, citando ocupação de leitos. O surto também envolve a Reserva Indígena local.

Outro território com óbitos por chikungunya em 2026 inclui Itaporã, Jardim, Campo Grande, Bonito e Vicentina, todos no MS. Em outras unidades da federação, ocorreram mortes em Araçatuba (SP), Caldas Novas (GO), Tangará da Serra (MT), Cacoal (RO), Uberaba (MG) e Porto Seguro (BA).

Mortalidade indígena por chikungunya e outras causas

A mortalidade indígena por dengue e SRAG também é monitorada. Em 2026 houve 2 mortes por dengue e 7 por SRAG entre indígenas, sem confirmação total sobre Covid-19 ou influenza. Em 2025, indígenas registraram 185 óbitos por essas doenças.

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