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Dono de pet hotel é condenado a 4 anos de prisão pela morte de cães

Justiça condena dono de pet hotel a quatro anos de prisão em regime semiaberto por maus-tratos a cães e seis meses por funcionamento irregular, em Planaltina, com mortes e abandono

O proprietário, Victor Gabriel Fagotti, foi preso em flagrante ontem - (crédito: Arquivo pessoal)
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  • Justiça do Distrito Federal condenou Victor Gabriel Fagotti a 4 anos de prisão, em regime semiaberto, por maus-tratos contra cães, e a 6 meses de detenção pelo funcionamento irregular do pet hotel em Planaltina.
  • A sentença aponta abandono prolongado, com cães encontrados mortos, em decomposição e sem água ou alimentação adequada, entre julho e setembro de 2025.
  • Foram imputados ao réu dois crimes de maus-tratos contra cães sobreviventes e seis crimes de maus-tratos com resultado morte, além do funcionamento irregular sem licença sanitária ou autorização ambiental.
  • Testemunhas relataram odor forte no imóvel por semanas, falta de visitas e relatos de animais em estado de caquexia, mortos ou em decomposição.
  • Victor pode recorrer em liberdade; não houve prisão preventiva mantida pela magistrada.

O dono de um pet hotel foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a 4 anos de prisão em regime semiaberto por maus-tratos contra cães, além de 6 meses de detenção pelo funcionamento irregular do estabelecimento em Planaltina. A sentença aponta abandono prolongado, com cães encontrados mortos e sem água ou alimentação.

Segundo a magistrada Junia de Souza Antunes, as provas indicam que Victor Gabriel Fagotti mantinha os animais em situação de abandono, levando à morte de ao menos seis cães e deixando outros dois em estado crítico.

A condenação ocorreu na 1ª Vara Criminal e 1º Juizado Especial Criminal de Planaltina. A decisão também responsabiliza o réu por dois maus-tratos contra cães sobreviventes e pelo funcionamento sem licença sanitária ou autorização ambiental.

A denúncia do Ministério Público do DF aponta que as mortes ocorreram entre julho e setembro de 2025, período de seca no DF. Testemunhas, vizinhos e policiais relataram odor intenso no local e abandono dos animais.

Uma vizinha relatou que o cheiro vindo da casa era intenso e que Victor justificava o mau odor afirmando que os cães teriam matado um gato. De acordo com a tutora Ana Carla Mourão, Victор cobrava mensalidades de até R$ 1,5 mil e, com o tempo, dificultou visitas e passou a apresentar diversas justificativas.

Outra tutora, Solange de Souza Araújo, disse que pagava R$ 600 mensais e que, a partir de agosto, não havia resposta a mensagens e visitas eram impedidas. Ela relatou que, ao buscar informações, encontrou os cães mortos.

Durante a apuração, policiais civis relataram uma cena de extrema gravidade, com cães em diferentes estágios de decomposição, sem água e sem alimentação. Dois animais vivos estavam extremamente magros e caquéticos.

A defesa alegou outras responsabilidades, mas a Justiça rejeitou a hipótese de terceiros cuidando dos cães. A magistrada ressaltou que não houve comprovação de contratação para alimentação ou supervisão e que Victor, ao receber valores, tinha responsabilidade direta.

A sentença aponta ainda que o espaço operava como uma hospedagem de cães sem autorização sanitária e ambiental, configurando crime autônomo. O imóvel era descrito como atividade organizada e remunerada sujeita à fiscalização pública.

Victor Gabriel Fagotti poderá recorrer em liberdade, pois não houve motivo para a decretação de nova prisão preventiva.

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