- Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, queda de 6,9% em relação a 2023.
- O estudo aponta o aumento dos chamados “homicídios ocultos”, com mais de 7 mil registros em 2024, alta de 88%.
- Quase metade das vítimas tinha entre 15 e 19 anos (46,5%), e cerca de 75 jovens são mortos por dia no país.
- Sudeste é a região com maior subnotificação: São Paulo registra quase 85% de homicídios ocultos, Belo Horizonte pouco mais de 65% e Rio de Janeiro 17%.
- Rio de Janeiro tem quase 50 mortes por cada 100 mil habitantes; ao longo de uma década, mais de 300 mil jovens foram assassinados no Brasil, em sua maioria por armas de fogo (84,1%).
O Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, menor número da década, com queda de 6,9% em relação a 2023. A informação é do Atlas da Violência divulgado nesta terça-feira (26).
Apesar da redução, o estudo aponta um alerta: o aumento dos chamados homicídios ocultos, mortes violentas cuja motivação ou autoria não é definida pelo estado. Em 2024, esses registros passaram de 7 mil, com alta de 88%.
Em termos demográficos, quase metade das vítimas tinha entre 15 e 19 anos (46,5%). O Atlas aponta ainda que, globalmente, 75 jovens são mortos por dia no Brasil. O país tem, historicamente, grande incidência de violência por armas de fogo (84,1%).
Homicídios ocultos: mecanismo de subnotificação
O Sudeste é a região com maior subnotificação. Em São Paulo, o índice de homicídios ocultos atinge quase 85%, seguido por Belo Horizonte, com pouco mais de 65%, e Rio de Janeiro, com 17%.
O Rio de Janeiro apresenta nos números uma concentração de 50 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional. Ao longo da última década, mais de 300 mil jovens foram assassinados no país.
- O estudo evidencia que a maioria dos homicídios ocorre por arma de fogo e ressalta dificuldades de integração entre órgãos para consolidar causas e motivações dos crimes.
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