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Caso Henry: celular da babá leva polícia a descobrir agressões

Prints do celular da babá evidenciam agressões a Henry e indicam violência na casa, contrariando a versão de acidente

Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 - Tribunal do Juri começa a julgar Jairinho e Monique pela morte de Henry Borel, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • Delegado afirmou que prints de mensagens do celular da babá Thayná de Oliveira Ferreira ajudaram a concluir que houve agressões a Henry Borel, derrubando a versão de acidente.
  • Segundo o depoimento, lesões no rim, pulmão, cabeça e fígado, além de manchas, indicavam violência física que não seria compatível com queda ou acidente doméstico.
  • As mensagens também mostraram que Monique Medeiros tinha conhecimento das agressões e que a baba, avó e empregada foram orientadas a mentir; Monique teria pedido para que a babá apagasse mensagens.
  • A perícia contou com o uso do Cellebrite para recuperar conteúdos apagados de celulares, revelando relatos de agressões anteriores ao momento da morte.
  • O caso envolve Jairinho e Monique Medeiros, acusados de homicídio qualificado e outras acusações, com julgamento previsto para durar cerca de cinco dias.

O Caso Henry ganha novo desfecho com a análise de mensagens que levou a polícia a entender uma agressão reiterada contra Henry Borel. A investigação aponta que prints do celular da babá Thayná de Oliveira Ferreira contribuíram para desvendar a linha de violência associada à morte em 2021.

O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela época pela 16ª DP, afirmou que o inquérito começou tratando o caso como acidente doméstico, mas evoluiu para uma investigação de agressões graves após o laudo cadavérico. Os números de lesões citados incluíram rim, pulmão, cabeça e fígado.

A análise de mensagens mostrou que Monique Medeiros, mãe da criança, tinha ciência das agressões, segundo Damasceno. Conversas entre Monique, Jairinho e a babá indicaram que o menino já sofria violência na residência, contrariando versões anteriores.

Print’s e evidências

Damasceno explicou que as mensagens revelaram episódios de violência envolvendo Jairinho, com relatos de agressões que teriam ocorrido antes da morte. Em uma conversa entre a babá e Monique, haveria registro de Henry ficar isolado com Jairinho, chegando a sair do recinto com dor na cabeça.

Outra linha de investigação tratou da atuação de terceiros próximos, como a babá, a avó e a empregada, que teriam sido orientados a negar eventuais episódios de violência. A perícia utilizou o Cellebrite para recuperar conteúdos apagados do celular.

Pressão institucional e contexto

O delegado confirmou que Jairinho pressionou o Hospital Barra D’Or para atestar a morte de Henry rapidamente, sem encaminhar o corpo ao Instituto Médico-Legal (IML). Segundo Damasceno, houve insistência por ligações e mensagens de texto para agilizar o atendimento.

A investigação também mencionou que Jairinho era figura ligada à polícia e atuava politicamente na época, o que, segundo a polícia, pode ter influenciado decisões. O caso envolve ainda informações de outras supostas vítimas em depoimentos futuros.

O caso em pólos processuais

De acordo com o Ministério Público, Jairinho é acusado de homicídio qualificado, tortura e fraude entre outros crimes. Monique Medeiros responde por homicídio por omissão e outros delitos. O júri deve decidir, com base em testemunhos de acusação e defesa, a culpa ou inocência dos réus em um julgamento previsto para durar vários dias.

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