- Sonny Rollins morreu na segunda-feira, 25 de maio de 2026, encerrando a era de ouro do jazz e sendo visto como ponte entre gerações.
- Considerado o último gigante da fase de ouro do jazz, Rollins ficou conhecido por transformar o saxofone tenor em símbolo de inovação e exploração musical.
- Entre seus marcos estão álbuns como Miles Davis with Sonny Rollins (1954) e Saxophone Colossus (1956), além de The Bridge (1962), que marcou a década de 1960.
- Em 1958, participou da famosa edição de Esquire que reuniu grandes nomes do jazz, realizada pelo fotógrafo Art Kane.
- Teve períodos de pausa na carreira, morou na ponte de Williamsburg para praticar e gravou novamente a partir dos anos 1960, retirando-se oficialmente em 2012 por motivos de saúde; visitou o Brasil em 1985 e 2008.
Sonny Rollins, último gigante da fase de ouro do jazz, morreu na segunda-feira, aos 92 anos. A confirmação veio da família e da assessoria de imprensa do artista, que marcou a passagem como uma perda histórica para o gênero.
Nascido em 1930 no Harlem, Rollins iniciou no piano e no saxofone alto antes de encontrar sua voz definitiva no tenor. Criou-se cercado por nomes que moldaram o jazz, como Duke Ellington e Coleman Hawkins, tornando-se ponte entre eras musicais.
Durante os anos 50, consolidou discos emblemáticos como Miles Davis with Sonny Rollins, Saxophone Colossus, Way Out West e Freedom Suite. Sua parceria com John Coltrane em Tenor Madness ficou marcada como um momento-chave da década.
Entre 1959 e 1961 viveu uma crise criativa e quase sumiu das gravações. O período foi vencido com a prática intensa na ponte Williamsburg, em Nova York, onde tocou quase quinze horas diárias, numa espécie de retiro musical.
O retorno veio com o álbum The Bridge, lançado em 1962, abrindo a década seguinte com Now’s Time, Sonny Meets Hawk e The Standard Sonny Rollins. Rolou também passagens por Japão e atividades ao vivo em várias oportunidades.
Nos anos seguintes, seguiu alternando períodos de retorno à cena com pausas para autoconhecimento. Em 2004 anunciou a aposentadoria após a perda da esposa, mas continuou tocando até 2012, por questões respiratórias.
Rollins visitou o Brasil duas vezes: na primeira edição do Free Jazz em 1985 e na abertura do Tim Festival em 2008. Fora dos palcos, a hipótese de batizar a Williamsburg Bridge com seu nome ganhou força ao longo dos anos.
Legado
A vida artística de Rollins esteve marcada pela busca constante, pela prática de jazz clássico e pela abertura a novas linguagens. Sua morte encerra a maior geração da história do jazz, segundo muitos críticos e músicos.
A ponte Williamsburg, que serviu de refúgio criativo, é lembrada como símbolo de sua travessia musical. O tema reaparece neste momento como parte do debate sobre o legado que ele deixa para o próximo século.
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