- O delegado Edson Henrique Damasceno afirmou que a versão apresentada por Jairinho e Monique Medeiros após a morte de Henry Borel foi uma “farsa ensaiada” para enganar a polícia.
- O relato ocorreu no segundo dia do julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
- Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
- O delegado disse que as lesões do menino eram gravíssimas e incompatíveis com qualquer queda de cama.
- A babá que cuidava de Henry teria alertado Monique semanas antes sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto com a criança.
O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela investigação inicial do caso Henry Borel, afirmou que a versão apresentada por Jairinho e Monique Medeiros após a morte da criança foi uma farsa ensaiada para encobrir as circunstâncias do crime. A declaração ocorreu no segundo dia do julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Segundo Damasceno, as apurações indicaram que as versões dos réus eram mentirosas e as lesões de Henry não seriam compatíveis com uma queda de cama. O delegado ressaltou que as evidências levantadas mostraram gravidade nos ferimentos, reforçando a tese de que houve violência.
O casal é acusado de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Jairinho, ex-padrasto, e Monique Medeiros, mãe da criança, participam do julgamento que continua nesta semana.
A defesa dos acusados sustenta versões distintas, enquanto a acusação destaca indícios de maus-tratos e de envolvimento direto de ambos no óbito do menino de 4 anos. O Ministério Público continua apresentando testemunhas para embasar a denúncia.
O histórico do caso inclui relatos de familiares e da babá que cuidava de Henry. Em mensagens secretas, houve registro de alertas sobre episódios de agressões, com menções a alterações de comportamento da criança antes da morte.
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