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Ex-diarista revela ameaças de morte contra Deolane Bezerra

Ex-diarista expõe ameaças de morte ligadas à operação Vérnix; narra pânico, escolta e áudio que relaciona o caso à crime organizado

Foto: Mais Novela
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  • Denise Bastos, ex-diarista da família Bezerra, acusação de furto de R$ 80 mil e relata ter sido alvo de ameaças e intimidação.
  • Ela afirma que encontrou cédulas de dinheiro expostas pela casa durante o período em que trabalhou para Deolane Bezerra, iniciando o vínculo em maio de 2021.
  • Em novembro de 2025, Kayky Bezerra relatou o sumiço do dinheiro, levando Denise a ser apontada como culpada sem auditoria interna; a diarista diz ter recebido ligações agressivas.
  • Denise diz ter sido surpreendida por quatro seguranças na porta de seu apartamento ao retornar de um serviço, com a situação levando-a a fugir para Ribeirão Preto.
  • A defesa anexou áudios de um homem ligado à cúpula do crime organizado, que cobra a devolução do dinheiro; há processo por imputação falsa, calúnia, invasão de propriedade e ameaça, em tramitação em segredo de Justiça.

Denise Bastos, ex-diarista da família Bezerra, abriu o jogo sobre ameaças de morte e pressão após o sumiço de R$ 80 mil pertencentes ao filho de Deolane Bezerra. Em entrevista à Band e à Record, ela detalhou episódios de intimidação e um clima de medo que reflete o andamento da Operação Vérnix.

A profissional, que trabalhou nas residências do clã Bezerra de maio de 2021 até o fim de 2025, descreveu uma rotina com dinheiro em evidência pela casa. Segundo o relato, o sumiço do dinheiro ocorreu em novembro de 2025, quando Kayky Bezerra informou o desaparecimento de uma sacola de grife com a quantia.

Controvérsia, ameaças e possível ligação com o crime

Denise afirma ter sido alvo de ligações intimidatórias por parte de Kayky e, depois, de Deolane. Ela relata abordagens agressivas, revisões de pertences e uma fuga imediata para Ribeirão Preto, com o intuito de buscar refúgio. Ao longo do processo, surgiram gravações supostamente recebidas de um integrante da cúpula do PCC, ligando o episódio ao crime organizado.

A defesa da diarista anexou ao processo mensagens de voz de um interlocutor que afirma representar a cadeia criminosa e cobra a devolução do dinheiro. Em entrevista à imprensa, Denise descreve o ambiente de pressão como parte de um possível crime de colarinho branco e violência institucional.

Situação jurídica e próximos passos

O advogado de Denise informou que a ação por imputação falsa de crime, calúnia, invasão de propriedade e ameaça tramita em segredo de Justiça desde março de 2026. A defesa aguarda definição de competência territorial para intimar Deolane Bezerra a apresentar a defesa no processo. Deolane permanece isolada em cela de 9m² em Tupi Paulista.

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