- Em 2024, as mortes no trânsito chegaram a 37,1 mil, maior patamar desde 2016.
- Motocicletas foram responsáveis por 15,4 mil óbitos, ante 13,4 mil em 2023.
- A frota nacional cresceu de 93,8 milhões em 2016 para 123,9 milhões em 2024.
- Regiões: o Norte teve alta de 15,7% e o Nordeste registrou aumento em números absolutos; o Sudeste caiu 0,8%.
- O Atlas aponta que o crescimento também é impulsionado por novas dinâmicas de mobilidade e serviços de entrega.
O total de mortes no trânsito brasileiro passou de 34 mil em 2023 para 37,1 mil em 2024, segundo o Atlas da Violência, estudo conjunto do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O patamar ficou acima de 2016, quando foram registradas 37,3 mil mortes.
A frota nacional acompanhou o crescimento, passando de 93,8 milhões em 2016 para 123,9 milhões em 2024, conforme a Senatran. Movimentos em praticamente todas as regiões contribuíram para o aumento, com o Norte registrando alta de 15,7%.
Motocicletas em evidência
Os registros mostram que 15,4 mil mortes estavam relacionadas a motocicletas em 2024, ante 13,4 mil em 2023. A expansão da frota de motos, que chegou a 28,2 milhões em 2024, é apontada como parte do fator, mas o Atlas destaca também mudanças na mobilidade e nos serviços de entrega como influências.
O Atlas aponta que o Sudeste registrou queda de 0,8% nas mortes. Já o Nordeste teve o maior crescimento em números absolutos, com 1.236 óbitos a mais. As motocicletas aparecem como o meio de transporte mais arriscado, segundo o estudo.
Controle e contexto regional
Em São Paulo, a regulamentação do mototáxi ganhou contornos polêmicos, com o prefeito tentando frear o serviço por aplicativo e o texto sendo suspenso no STF. A medida buscava reduzir riscos em uma cidade com alta circulação de motos.
Entre 2023 e 2024, o índice de mortalidade relacionado a sinistros com motocicletas cresceu 0,9 ponto, de 6,4 para 7,3. Ainda que o crescimento tenha sido mais acentuado para caminhões, com alta de 30,2%, o conjunto aponta para uma tendência nacional de aumento de mortes no trânsito.
Conclusões do estudo
O Atlas indica que o aumento ocorre em grande parte do país e sugere que políticas públicas integradas são necessárias para mitigar o problema. A análise ressalta a necessidade de iniciativas que envolvam mobilidade, segurança viária e serviços de entrega.
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