- Fred Affonso Ferreira assume a presidência da Associação de Moradores dos Jardins por mandato de dois anos, com foco em segurança, preservação ambiental e respeito ao zoneamento, tendo sido eleito por unanimidade.
- A gestão anterior, comandada por Fernando Sampaio, permanece no conselho após quatro anos à frente da entidade.
- A AME Jardins acionou a Justiça em relação ao imóvel de João Adibe, dono da Cimed, alegando descaracterização da construção, descumprimento de regras de tombamento e impactos ambientais; obras foram embargadas e o caso segue na Justiça.
- Sobre a linha 20-rosa do Metrô, a associação defende o traçado original, com estudo que indica viabilidade e atendimento ampliado à população, mantendo diálogo com órgãos públicos.
- Na agenda ambiental e de segurança, a AME pretende ampliar plantio de árvores nativas da Mata Atlântica, atorar rede elétrica em mais ruas e buscar integração de sistemas de monitoramento aos programas Smart Sampa e Muralha Paulista, fortalecendo a atuação com a polícia e a prefeitura.
Fred Affonso Ferreira assumiu a presidência da Associação de Moradores dos Jardins (AME Jardins) com foco na segurança, preservação ambiental e no respeito ao zoneamento local. Ele foi eleito por unanimidade para cumprir um mandato de dois anos e destacou disponibilidade de tempo para a função.
O atual dirigente sucede Fernando Sampaio, que comandou a órgão por quatro anos. Sampaio permanece no conselho da AME, mantendo participação na gestão. A transição ocorre em momento de atenção do bairro a questões estruturais, como obras e planejamento urbano.
Além das ações internas, a AME tem monitorado dois casos de alto impacto: a possível ampliação da linha 20-rosa do Metrô e um processo envolvendo obras na residência do empresário João Adibe, dono da Cimed, na rua Guadalupe. O empreendimento teve embargo e virou alvo de investigações.
Alem de críticas de vizinhos, a AME ingressou com ação civil pública para questionar que o que parecia reforma descaracterizou a construção original, violando tombamento, recuos, vegetação e permeabilidade do solo. A defesa de Adibe informou que a obra havia sido autorizada e estava em ajustes finais; o caso tramita na Justiça.
Segundo Fred, a AME atua apenas dentro da legalidade, buscando regularizar o que não está conforme. Joao Adibe foi procurado pela Coluna, mas não comentou o caso. Sobre o Metrô, a associação tem defendido o traçado original, que prevê mais estações na Avenida Faria Lima, com estudo que sustenta a viabilidade do planejamento inicial.
A preservação ambiental é prioridade da nova gestão. A AME planeja ampliar ações de plantio e de proteção de áreas verdes, com foco em árvores nativas da Mata Atlântica, para reduzir calor, diminuir enchentes e incentivar circulação de pessoas em praças. A ideia é valorizar a vegetação local.
Fred aponta ainda para avanços na rede elétrica subterrânea em ruas como Faria Lima e Rebouças, entre as ações para reduzir fios aparentes. A alameda Gabriel Monteiro da Silva é citada como alvo de melhorias: a expectativa é aumentar o número de árvores, reduzindo a infraestrutura de postes aéreos.
Na atuação de segurança, a AME nasceu há cerca de 15 anos a partir de mobilizações por mais proteção. O grupo mantém diálogo com a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana e a subprefeitura, buscando integrar monitoramento público e privado conforme programas municipais e estaduais.
A organização expressa apoio à integração de sistemas de monitoramento com o Smart Sampa e a Muralha Paulista, desde que haja compatibilidade técnica. A meta é ampliar a vigilância, melhorar a resposta a incidentes e manter o bairro mais seguro, sem comprometer a privacidade ou a legalidade.
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