- A atualização da NR-1 incentiva tratar a saúde mental como parte da gestão de riscos, não apenas de bem-estar, tornando-a parte da cultura e sustentabilidade das empresas.
- Robson Campos, da TOTVS, aponta que a tecnologia, com dados, permite monitorar clima organizacional e agir de forma preventiva sobre a saúde mental dos colaboradores.
- Desconexão e prevenção de burnout passam a exigir sistemas de ponto eletrônico que gerenciam disponibilidade conforme horário contratual, com dashboards para identificar sobrecarga.
- Trilhas de conscientização e capacitação (LMS/LXP) viraram obrigatórias para NR-1, com testes e certificados que comprovam treinamento adequado.
- Monitoramento de clima, ouvidoria anônima e gestão de metas (OKRs) ajudam a reduzir ansiedade e esclarecer cobranças, enquanto benefícios flexíveis asseguram apoio financeiro e compliance.
A atualização da NR-1 reforça a importância de tratar a saúde mental como parte estruturante da gestão de riscos. Empresas passam a integrar prevenção de riscos psicossociais à governança, cultura e sustentabilidade, indo além de iniciativas de bem-estar.
Para RHs, o desafio é medir e agir de forma preventiva. Robson Campos, diretor de produtos e negócios para RH da TOTVS, destaca que a digitalização e o uso inteligente de dados são centrais. A tecnologia transforma a prevenção em motor da gestão de pessoas.
A NR-1 passa a exigir monitoramento de clima, canais de escuta e acesso a informações confiáveis sobre saúde mental. Nesse cenário, a atuação estruturada ganha escala, especialmente em médias e grandes organizações, onde ações manuais são menos viáveis.
Garantir o direito à desconexão e evitar o burnout
O excesso de jornada fica sob escrutínio, pois é um gatilho comum de esgotamento. Sistemas de ponto eletrônico modernos gerenciam disponibilidade conforme o horário contratual, reduzindo sobrecarga.
Bloquear o login fora do expediente ajuda a preservar o descanso do trabalhador. Dashboards preditivos identificam áreas com maior risco de sobrecarga e permitem intervenções mais rápidas.
Estruturar trilhas de conscientização e capacitação (LMS)
As empresas devem tratar assédio e saúde mental de forma aberta. Plataformas de aprendizagem criam trilhas obrigatórias sobre a NR-1, com testes de conhecimento e certificados de conclusão.
Essa abordagem oferece respaldo legal de que o time foi treinado, fortalecendo a cultura de prevenção e conformidade.
Monitoramento de clima e canais seguros (Ouvidoria)
Ferramentas de clima permitem pesquisas contínuas para acompanhar o humor das equipes. O monitoramento facilita ações proativas e ajustes de gestão.
Além disso, a implementação de uma ouvidoria anônima e segura ajuda a coibir assédio e condutas que violam o compliance corporativo.
Clareza de metas para reduzir a ansiedade (OKRs)
Metas mal estruturadas elevam o estresse. Sistemas de OKRs ajudam a definir expectativas claras, promovendo transparência sobre desempenho.
A visibilidade dos avanços reduz pressões invisíveis e aumenta a confiança dos colaboradores na gestão de metas.
Segurança e flexibilidade nos benefícios
Benefícios adequados, incluindo alimentação e transporte, impactam diretamente a saúde mental. Revisar contratos e adotar plataformas de benefícios flexíveis favorece aderência a normas como PAT, CLT e acordos sindicais.
Essa abordagem diminui riscos trabalhistas e confere autonomia ao trabalhador, valorizando sua segurança financeira.
A relação entre tecnologia e prevenção de riscos psicossociais, segundo Robson Campos, pode tornar ambientes de trabalho mais produtivos, engajados e com menor turnover quando bem estruturada.
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