- O Brasil atingiu o nível de desenvolvimento humano muito alto pela primeira vez, com IDHM de 0,805 em 2024, e passou a integrar o grupo de 74 países nessa faixa.
- O salto ocorreu de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, com uma queda nos anos de 2020 e 2021 em função da pandemia de Covid-19.
- Mesmo com o avanço, o IDHM ajustado à Desigualdade (IDHMAD) recuou a 0,641, retornando ao patamar de médio desenvolvimento.
- Em 2024, homens chegaram a 0,802 e mulheres a 0,798, apontando uma diferença de gênero no nível de desenvolvimento humano.
- Entre raça e entre unidades da Federação existem disparidades: brancos chegam a 0,851 e pretos a 0,774; o Distrito Federal tem o maior IDHM, enquanto estados como o Amapá e o Maranhão exibem índices bem mais baixos.
O Brasil alcançou pela primeira vez o nível de desenvolvimento humano muito alto, segundo o relatório Radar IDHM 2012–2024, divulgado pelo PNUD com parceria do IBGE e da Fundação João Pinheiro. O país atingiu IDHM de 0,805 em 2024, subindo de 0,744 em 2012.
O estudo analisa o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, que soma educação, longevidade e renda para medir a qualidade de vida nos municípios. O IDHM varia de 0,000 a 1,000, com faixas que vão de muito baixo a muito alto desenvolvimento.
Em 2024, o Brasil integrou 75 nações com desenvolvimento humano muito alto, entre elas Noruega, Suíça, Alemanha e EUA. O avanço citado mostra aumento de 0,061 ponto desde 2012, quando o índice era 0,744, apesar de quedas em 2020 e 2021.
Desigualdades persistem
Mesmo com o ganho, as desigualdades permanecem quando se analisa o IDHM ajustado à Desigualdade (IDHMAD), que coloca o Brasil no nível de desenvolvimento humano médio, com 0,641.
Para homens, o IDHM atingiu 0,802 em 2024, enquanto mulheres ficaram em 0,798, ambos em faixa de alto ou muito alto desenvolvimento. Disparidades raciais também aparecem: brancos registraram 0,851, negros 0,774, conforme o relatório.
O Distrito Federal continua com o maior IDHM entre as unidades da Federação, com resultados significativamente acima da média. Em contraste, estados como o Amapá aparecem entre os que apresentam índices mais baixos.
A renda domiciliar per capita também diverge amplamente entre regiões: no DF, a média é de cerca de R$ 1.465, enquanto no Maranhão o valor fica em torno de R$ 482,46, evidenciando desigualdade econômica entre estados.
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