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Polícia deflagra operação contra falsos médicos suspeitos de nove mortes em SP

Operação Hipócrates prende falso médico em hospital de São Miguel Paulista; nove mortes sob investigação e cerca de dois mil atendimentos realizados

Médicos usavam documentos de outras pessoas para exercer ilegalmente a profissão (skaman306/Getty Images)
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  • A Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem que atuava como falso médico em um hospital privado no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste da capital; outro suspeito continua procurado.
  • Em dois anos, os falsos médicos atenderam cerca de 2.000 pacientes sem habilitação para a profissão; a investigação aponta nove mortes relacionadas a diagnósticos e procedimentos equivocados.
  • A operação Hipócrates cumpriu sete mandados de busca e apreensão e resultou no afastamento da gestora operacional e do diretor clínico do Hospital de Clínicas Jardim Helena.
  • Um dos suspeitos utilizava o nome e o registro profissional de outro médico para atuar; há imagens dele aplicando uma injeção em uma paciente na rua, sem protocolos de higiene, ao lado de um carro.
  • O inquérito tramita no 22º Distrito Policial, em São Miguel Paulista, e os possíveis agravantes incluem atuação com o objetivo de ganhar dinheiro e as mortes ocorridas.

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu uma operação nesta terça-feira (26) que prendeu um homem atuando como falso médico em um hospital particular no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste. Há um segundo suspeito, que permanece foragido.

Durante dois anos de atuação, eles atenderam cerca de 2.000 pacientes sem habilitação para exercer a medicina. A investigação aponta que nove pessoas teriam morrido em decorrência de diagnósticos e procedimentos equivocados.

A operação Hipócrates também afastou a gestora operacional e o diretor clínico do Hospital de Clínicas Jardim Helena, por indícios de omissão e negligência. A instituição ainda não respondeu de forma oficial.

Suspeitos e hospital

Um dos falsos médicos utilizava o nome e o registro profissional de outro médico para atuar. Imagens da polícia mostram ele aplicando uma injeção em uma paciente na rua, sem protocolos de higiene, ao lado de um carro.

O inquérito corre no 22º Distrito Policial de São Miguel Paulista, sob coordenação do delegado Mariano de Araújo. A apuração busca responsabilizar todos os envolvidos no esquema.

Sobre a base legal, o exercício ilegal da medicina é crime com pena de até dois anos. Agravantes podem ser aplicadas se houver dolo de lucro ou relação com as mortes.

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