- Em 2024, foram registrados 293.842 casos de violência não letal contra mulheres; foram 3.642 homicídios de mulheres, queda de 6,7% frente a 2023, menor patamar em onze anos.
- O número de mulheres mortas dentro de casa em 2024 foi de 1.282, igual ao registrado em 2014, início da série histórica; a taxa caiu de 1,25 para 1,18 por 100 mil mulheres.
- A redução dos homicídios ocorreu pela queda de crimes fora do ambiente doméstico; a violência dentro de casa permaneceu praticamente estável.
- Mulheres negras representaram 67,5% das vítimas de violência letal em 2024 (2.457 pessoas), com taxa de 4 mortes por 100 mil, 66,7% maior do que a de mulheres não negras.
- Em 2024, 64% das agressões não letais foram praticadas por familiares ou parceiros; 79,9% dos casos ocorreram dentro de casa e 66,2% das atendidas já haviam sido vítimas anteriormente.
Em 2024 o Brasil registrou 293.842 casos de violência não letal contra mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde. O total de homicídios de mulheres foi 3.642, com 42.590 homicídios no país, menor patamar em 11 anos. A violência doméstica continua sendo o principal ambiente, mesmo com a queda de crimes fora de casa.
O número de mulheres mortas dentro de casa em 2024 foi de 1.282, igual ao registrado em 2014, início da série histórica. A taxa por 100 mil mulheres assassinadas em casa caiu levemente, de 1,25 para 1,18, frente a uma redução de 37,5% dos crimes fora do lar.
Violência doméstica e perfil das vítimas
A análise do Atlas da Violência aponta que 64% das agressões são cometidas por familiares ou parceiros, e 79,9% ocorrem dentro de casa. Entre as vítimas, 66,2% relataram violência anterior.
As mulheres negras responderam por 67,5% das mortes, totalizando 2.457 casos em 2024, com uma taxa de 4 óbitos a cada 100 mil. Mesmo com o menor índice dos últimos 11 anos, a mortalidade entre negras ainda é 66,7% maior que entre mulheres não negras.
Distribuição por faixa etária e fatores de risco
Entre as vítimas de violência doméstica em 2024, 16,7% eram meninas de 0 a 9 anos. Mulheres entre 25 e 29 anos concentram a segunda maior parcela, seguidas por mulheres de 30 a 34 anos, com 10,1%.
O estudo ressalta alta reincidência: 66,2% das mulheres atendidas na rede de saúde já haviam vivido episódios anteriores de violência. Especialistas relacionam esse padrão a fatores familiares e contextos de vulnerabilidade.
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