- Réplica do 14-Bis içada por balão durante homenagem aos 120 anos do feito de Santos Dumont na Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), no fim de semana.
- Ao desacoplar do balão, a réplica caiu no solo e ficou destruída; helicóptero foi mobilizado para recolher a estrutura.
- Força Aérea Brasileira informou que cedeu espaço e aeronaves; a réplica e a performance foram responsabilidade de Luigi Cani e da equipe dele.
- Luigi Cani afirmou que a destruição era prevista e considerou o voo um sucesso; pretende continuar o projeto e já planeja novas réplicas para cenas futuras.
- Ação gerou críticas nas redes sociais; há também polêmica envolvendo um selo comemorativo pelos 152 anos de Santos Dumont, que teve erros históricos e acabou corrigido pela Agência Espacial Brasileira.
Uma réplica do 14-Bis, avião criado por Santos Dumont, desmontou após ser içada por um balão durante homenagem aos 120 anos do feito, em Paris. O episódio ocorreu na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), durante apresentação da Esquadrilha da Fumaça. O paraquedista Luigi Cani pulou com sucesso, mas a réplica caiu ao solo e ficou destruída. Um helicóptero foi acionado para recolher a estrutura.
Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou atuação apenas como parceira logística, cedendo espaço e aeronaves. A réplica e a coreografia com o balão ficaram a cargo de Luigi Cani e de sua equipe, que também produziu um documentário sobre Santos Dumont. Cani, detentor de 11 recordes mundiais, projetou a réplica em cerca de cinco meses e obteve licença para pilotá-la.
Cani afirmou, em entrevista ao Estadão, que a destruição da réplica era previsível e que o voo teve êxito no conjunto do projeto. O site AeroJota publicou imagens da réplica sendo içada pelo helicóptero, com a legenda comparando a queda a um pombo sem asa. Nas redes, internautas questionaram a escolha estética e o resultado do experimento.
Visão oficial e contexto do projeto
A FAB destacou, em nota, que a homenagem buscava resgatar um marco histórico com transparência e cooperação entre o setor militar e a iniciativa privada. O registro divulgado pela FAB não mostra a queda da réplica, apenas o momento anterior ao desacoplamento.
Luigi Cani apresentou a réplica do 14-Bis como parte de um projeto audiovisual para outubro, quando se celebra o aniversário do feito de Dumont. O paraquedista indicou que pretende realizar mais duas réplicas até lá, para reforçar a narrativa histórica da primeira demonstração de voo de uma aeronave mais pesada que o ar.
Selo comemorativo e controvérsia histórica
Além do episódio em Pirassununga, houve polêmica envolvendo um selo em homenagem aos 152 anos de nascimento de Santos Dumont, lançado pela AEB em parceria com o MCTI. Especialistas criticaram erros de representação histórica no selo, que foi corrigido pela AEB por meio de errata.
A Agência Espacial Brasileira reconheceu o equívoco, explicando que a imagem foi gerada por inteligência artificial e apresentou inconsistências na estrutura do 14-Bis. O MCTI não comentou o caso. O 14-Bis é o avião que, em 1906, realizou o primeiro voo público de uma aeronave mais pesada que o ar, em Paris.
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