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TCE aponta falhas graves em duplicação da PR-317

TCE aponta falhas graves em 21 km da duplicação da PR-317; obras podem ter durabilidade comprometida, aumentando risco de buracos e prejuízo público

Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) deu prazo para a regulização das falhas graves nas obras de duplicação da PR-317. (Foto: Arnaldo Neto/AEN)
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  • O TCE-PR aponta falhas graves em 21 quilômetros da duplicação da PR-317, entre Maringá e Iguaraçu, com asfalto de espessura inferior ao previsto e qualidade abaixo do exigido.
  • A fiscalização determina que o DER-PR refaça os trechos comprometidos e busque ressarcimento dos prejuízos à obra.
  • O relator Augustinho Zucchi afirmou que a empresa executora, TCE Engenharia Ltda, aplica menos asfalto do que o contratado, o que aumenta a deflexão da pista.
  • O tribunal fixou prazo: três meses para recalcular o asfalto e consertar as áreas ruins; seis meses para concluir o processo de punição e reter valores não executados.
  • O DER informou que o contrato foi rescindido no início de dois mil e vinte e cinco por atrasos e não-conformidade; a obra atual segue com uma nova empresa, sem eximir a TCE de responsabilidade.

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná aponta falhas graves em parte da duplicação da PR-317, entre Maringá e Iguaraçu. A fiscalização identificou 21 quilômetros com asfalto de espessura inferior e qualidade abaixo do contratado, segundo o TCE-PR. A orientação é que o DER-PR refaça os trechos comprometidos e busque ressarcimento dos prejuízos.

Segundo o relator Augustinho Zucchi, a empresa responsável pela obra, a TCE Engenharia Ltda, utilizou menos asfalto do previsto, o que pode provocar deflexão maior na pista, sob carga. A situação aumenta o risco de buracos e rachaduras precoces.

Como consequência, o uso público da rodovia fica comprometido, elevando o desperdício de recursos. O TCE determinou prazos para medidas técnicas e legais, com impactos diretos na durabilidade da reforma.

Situação atual e responsabilidades

O DER-PR afirmou que realiza processos administrativos para apurar responsabilidades e aplicar sanções. O contrato foi rescindido no início de 2025 por atrasos e não-conformidade nos serviços.

O órgão informou que as não-conformidades já verificadas serão sanadas na obra em andamento, executada por outra empresa. Ainda assim, a TCE Engenharia Ltda permanece responsável pelas irregularidades apontadas.

A reportagem procurou a TCE Engenharia Ltda para posicionamento. A empresa não respondeu até a publicação desta matéria.

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