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Audiências de instrução sobre mortes em hospital no DF começam nesta quarta

Audiências de instrução de três técnicos de enfermagem acusados de homicídio qualificado por três mortes em hospital de Taguatinga começam nesta quarta-feira

Os técnicos de enfermagem envolvidos nas mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, utilizaram métodos que combinavam a manipulação do sistema hospitalar, o uso de substâncias letais e a simulação de procedimentos de emergência para ocultar seus atos.
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  • As audiências de instrução de três técnicos de enfermagem acusados pela morte de três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, no Distrito Federal, começam nesta quarta-feira, 27, às 14h, no plenário do Tribunal do Júri de Taguatinga.
  • Os técnicos Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva são acusados de homicídio qualificado, com denúncias feitas em março após supostas manipulações do sistema hospitalar e uso de substâncias letais entre novembro e dezembro de 2025.
  • Conforme o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, as sessões seguem ainda nesta sexta-feira, 29, e na segunda-feira, 1º, com oitivas de testemunhas, e, ao fim, pode ocorrer o interrogatório dos réus.
  • O caso envolve as mortes de João Clemente Pereira, Miranilde Pereira da Silva e Marcos Moreira, em um intervalo de cerca de duas semanas no mesmo hospital; a administração instituiu um comitê interno para apurar os óbitos.
  • A Polícia Civil deflagrou a Operação Anúbis em janeiro, identificando os suspeitos no hospital; eles foram presos e denunciados em março.

Os auditores de instrução dos técnicos de enfermagem acusados pela morte de três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, DF, começam nesta quarta-feira (27). As sessões ocorrem no plenário do Tribunal do Júri de Taguatinga, às 14h, e seguem até a próxima segunda (1). A denúncia aponta homicídio qualificado em março deste ano.

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva respondem pelas mortes ocorridas entre novembro e dezembro de 2025. O Ministério Público ressalta que houve manipulação do sistema hospitalar e uso de substâncias letais.

Segundo o TJDFT, as audiências preveem oitiva de testemunhas pelas partes, com possível interrogatório dos réus ao final. A defesa ainda não teve seus contatos formalizados pela CNN Brasil, que busca retorno das equipes.

Relembre o caso

A administração do hospital criou um comitê interno para investigar mortes súbitas de pacientes com quadros clínicos graves. Três óbitos ocorreram em duas semanas, no mesmo hospital, entre novembro e dezembro de 2025.

Os suspeitos teriam negado inicialmente as acusações, mas admitiram após confrontos com imagens de monitoramento apresentadas pela empresa. A Polícia Civil instaurou a Operação Anúbis em 11 de janeiro para apurar o caso.

Dinâmica das ações

A polícia aponta que Marcos Vinícius acessava o sistema de prescrição com a conta de um médico. Ele prescrevia substâncias incorretas ou letais, buscava fármacos na farmácia e os preparava, escondendo no jaleco para entrar nos leitos.

Em um dos casos, a autoridade afirmou que o técnico aplicou desinfetante com seringa por mais de 10 vezes em uma paciente de 75 anos. As ações buscavam encobrir as consequências com manobras de recuperação.

Amanda Rodrigues e Marcela Camilly teriam ficado na porta do quarto para impedir a entrada de outros profissionais durante as ações. As investigações seguem para esclarecer todos os fatos.

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