- Em 2025, o desmatamento no Brasil atingiu 984.794 hectares, menor nível desde 2019 e abaixo de 1 milhão pela primeira vez.
- O recuo foi de 20,6% em relação a 2024, segundo o MapBiomas, que monitora a vegetação desde 2019.
- O Cerrado foi o bioma mais afetado, respondendo por mais da metade do desmatamento do país, com 540.614 hectares.
- Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, queda de 23,5% em relação a 2024, com quase cinco árvores derrubadas por segundo.
- Cerca de 65% das áreas com perda de vegetação identificadas pelo MapBiomas receberam ações concretas das autoridades em 2025.
O desmatamento no Brasil atingiu o menor nível desde 2019, com 984.794 hectares protegidos em 2025. O dado foi divulgado pelo MapBiomas, rede que monitora a vegetação brasileira desde 2019. O total ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares pela primeira vez.
A queda em relação a 2024 foi de 20,6%. O volume representa cinco árvores derrubadas por segundo na Amazônia, segundo a metodologia do MapBiomas. A redução ocorreu em todos os biomas, incluindo a Amazônia, onde houve queda de 23,5%.
Mudanças nos padrões de fiscalização e dados
Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas, aponta aumento de ações de fiscalização, embargo e transparência sobre autorizações como fatores centrais da redução observada em 2025. Cerca de 65% das áreas com perda de vegetação receberam ações de autoridades.
Entre os biomas, o Cerrado foi o mais atingido, respondendo por 540.614 hectares — pouco menos que a metade do desmatamento nacional. A Amazônia teve 289.478 hectares desmatados, queda de 23,5% frente a 2024, segundo o relatório.
Contexto e implicações
O MapBiomas destaca que quase toda a perda de vegetação está relacionada à expansão agropecuária. A tendência positiva ocorre em meio a debates sobre políticas ambientais e a aprovação de projetos de lei na Câmara, que podem alterar controles sobre o desmatamento.
O governo federal ressaltou o compromisso com metas ambientais futuras, com foco em reduzir a exploração ilegal de madeira até 2030. Em 2025, as queimadas também recuaram em comparação ao recorde de 2024, segundo o monitoramento.
Contexto político e regional
O desempenho ambiental aparece em um momento de disputa eleitoral, com o presidente Lula buscando apresentar resultados de gestão ambiental. Profissionais do setor ressaltam a importância de manter a continuidade de ações de fiscalização e fiscalização de licenças.
Enquanto isso, há expectativa sobre impactos de propostas legislativas em tramitação, que ambientalistas dizem poder aumentar riscos de desmatamento caso avancem sem salvaguardas. O MapBiomas reforça a necessidade de dados consistentes para orientar políticas públicas.
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