- Gustavo Zerbino, um dos sobreviventes do voo 571 que caiu nos Andes em 1972, participou do Metrópoles Talks no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília, na terça-feira, 27 de maio.
- Na época, ele tinha 19 anos, estudava medicina e jogava rúgbi; embarcou no voo 571 com colegas e familiares, rumo a Santiago.
- Em entrevista, afirmou que compartilhar a história é uma forma de honrar os que não sobreviveram e que “somos a voz dos que não têm voz”.
- A palestra enfatou lições de vida, amizade e superação, atraindo público jovem que acompanhou o evento para se aprofundar nos acontecimentos além do filme.
- O evento contou com a presença do embaixador do Uruguai no Brasil, Rodolfo Nin Novoa, e da embaixatriz Ivonne Lima, além de reencontros com amigos brasileiros.
Gustavo Zerbino, um dos sobreviventes do voo 571 que caiu na Cordilheira dos Andes em 1972, participou do Metrópoles Talks nesta terça-feira, 27 de maio, no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília. A palestra reuniu público interessado em lições de vida, amizade e superação.
Aos 19 anos na época do acidente, Zerbino cursava medicina e integrava o time de rúgbi Old Christians, de Montevidéu. Ele embarcou em 13 de outubro de 1972 no voo da Força Aérea do Uruguai com destino a Santiago, ao lado de colegas, atletas e familiares. A aeronave colidiu com uma montanha nos Andes, levando a uma das histórias mais marcantes de sobrevivência da região. Os sobreviventes enfrentaram frio intenso, fome e isolamento por 72 dias.
A trajetória de Zerbino, contada em eventos como o Metrópoles Talks, é apresentada como uma forma de homenagear quem não sobreviveu e de compartilhar aprendizados adquiridos na experiência extrema. A história ficou conhecida mundialmente como o Milagre dos Andes, e voltou ao noticiário após o recente sucesso do filme A Sociedade da Neve, da Netflix.
Impacto no público jovem
A palestra atraiu estudantes. A estudante Júlia de Lima Pereira, de 17 anos, acompanhou o evento com a amiga Maria Eduarda Andrade Santana, também de 17. Elas disseram que a história é extremamente impactante e que desejam entender a perspectiva de quem viveu a situação na prática.
As alunas admitiram ter visto o filme sobre os acontecimentos e afirmaram que a presença de Zerbino complementa o que foi retratado na tela, oferecendo uma visão adicional sobre as decisões tomadas durante o período de isolamento.
Presença uruguaia e reencontros em Brasília
Entre os presentes estavam o embaixador do Uruguai no Brasil, Rodolfo Nin Novoa, amigo de longa data de Zerbino. O diplomata afirmou que o palestrante estudou com seu irmão e mantém vínculos com familiares próximos da vítima. Ele ressaltou que cada apresentação representa uma lição de esperança, confiança e cooperação.
A embaixatriz do Uruguai, Ivonne Lima, também acompanhou o evento. Ao analisar a experiência, o embaixador destacou que, mesmo diante de repetição de relatos, cada palestra reforça mensagens de união, amor e paz, úteis para um público global.
Reencontro e reação do público
Durante a visita a Brasília, Zerbino aproveitou para reencontrar antigos amigos brasileiros, entre eles Félix Rigoli. O palestrante expressou satisfação com a cidade, descrevendo Brasília como arborizada e agradável. O encontro com velhas amizades ampliou o tom humano da apresentação.
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