- Uma menina de 14 anos foi vítima de estupro em janeiro de 2025, em Fordingbridge, Hampshire; três rapazes menores de idade estiveram envolvidos.
- Dois rapazes, então com 14 anos, foram considerados culpados de estupro; um terceiro, com 13 anos, foi culpado por estupro por auxílio e conivência; todos filmaram os abusos.
- Os sentenças foram revistas por causa de forte comoção pública após os rapazes receberem ordens de reabilitação juvenil, em vez de prisão.
- A menina e a família pedem que os autores recebam pena de prisão, citando impacto duradouro na saúde mental e na vida escolar da vítima.
- Em março, os três rapazes receberam ordens de reabilitação juvenil (com supervisão rigorosa) e outras medidas, como um toque de recolher de três meses e uma ordem de restrição de dez anos; a revisão das sentenças foi encaminhada ao Tribunal de Apelação.
A garota de 14 anos, vítima de estupro praticado por dois adolescentes, aguarda o desfecho do caso após eles terem recebido medidas de reabilitação juvenil em vez de prisão. O ataque ocorreu em janeiro de 2025, em Fordingbridge, Hampshire, no Reino Unido, e a sentença está sob revisão no Court of Appeal após a comoção pública.
Segundo a vítima, o medo persiste diariamente e afeta sua capacidade de realizar atividades simples como caminhar ou ir à escola. Ela relatou ter flashbacks, insônia e dificuldades de concentração nos estudos, além de altos índices de absenteísmo escolar. A família busca medidas que ampliem a sensação de segurança.
O ataque ocorreu no Fordingbridge Recreation Ground, quando a vítima afirma ter sido empurrada e obrigada a manter relação sexual, sob a ameaça de violência com faca. Um vídeo registrado mostrou a situação, e três menores estavam envolvidos no caso, com dois de 14 anos responsáveis pela ação principal e um menor de 13 que auxiliou.
Na época, os réus foram considerados culpados por múltiplos delitos de estupro; a defesa argumentou a necessidade de reabilitação em vez de custódia. O Tribunal aplicou três Anos de Reabilitação Juvenil para os dois mais velhos, com supervisão intensiva, além de outras restrições, como toque de recolher e ordem de restrição.
Familiares ressaltaram que a decisão de não prender os adolescentes gerou impacto duradouro na vida da vítima e de seus familiares. A mãe descreveu a filha como uma “prisão dentro de casa” e afirmou que a família teme encontros com os responsáveis.
O Ministério Público apresentou pedido de reavaliação das sentenças sob o regime de Unduly Lenient Sentence (ULS). O Procurador-Geral informou ter agido com urgência para permitir uma revisão, enquanto o primeiro-ministro reconheceu o abalo público e questionou a proteção dada aos agravantes.
Além do caso principal, outra vítima adolescente, com 15 anos, relatou sofrimento semelhante e descreveu o peso emocional de ter ido a tribunal. Organizações de defesa de vítimas destacam a necessidade de equilibrar reabilitação com a proteção efetiva às testemunhas e às sobreviventes.
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