- PF e a Controladoria-Geral da União cumpriram mais de trinta mandados de busca e oito medidas cautelares em três estados e no Distrito Federal.
- Em Pernambuco, R$ 287 mil foram encontrados em sacos de lixo dentro de uma mala na casa de um servidor do INSS; dois carros de luxo foram apreendidos.
- A investigação apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões praticado por entidades associativas entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.
- Entre os alvos estão o advogado Daniel Gerber, apontado como intermediário, e Rogério Soares de Souza, ex-diretor do INSS e da superintendência regional do Nordeste; defesa de Gerber afirma que os valores são honorários.
- O delegado responsável foi substituído; o caso passa a um grupo que apura autoridades com foro privilegiado no STF, conforme determinação do ministro André Mendonça.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram mais uma fase da operação que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Foram cumpridos mais de 30 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares em três estados e no Distrito Federal.
Na casa de um servidor do INSS, em Pernambuco, os agentes apreenderam R$ 287 mil escondidos em sacos de lixo dentro de uma mala. Além disso, dois carros de luxo foram apreendidos durante a ação.
A apuração apura um esquema nacional de descontos indevidos promovidos por entidades associativas entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões. Os valores seriam auferidos por meio de desvios em benefícios de aposentados e pensionistas.
Entre os alvos da operação estão Daniel Gerber, apontado como intermediário do grupo, e Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da superintendência regional do instituto no Nordeste. A defesa de Gerber afirma que os recursos representam honorários e pagamentos legítimos; ainda não houve localização de advogados de Souza.
O inquérito teve mudança de comando neste mês, com a substituição do delegado da PF responsável pelo caso. A investigação passou a ser acompanhada pelo grupo que apura casos envolvendo autoridades com foro privilegiado no STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou que a equipe não deve deixar de investigar nenhum suspeito e nem promover perseguições, segundo o andamento do processo. As investigações permanecem em andamento para esclarecer todas as suspeitas de irregularidades.
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