- Edifício JK, em belo horizonte, ficou conhecido por regras rígidas sob a ex-síndica Maria das Graças Lima, que faleceu em março de 2026.
- Entre as normas, cães só podiam circular no colo dos tutores e visitantes só podiam entrar após autorização do morador, com liberação após alguns dias para hóspedes de longa estadia.
- Havia vigilância constante: funcionários de “confiança” da síndica monitoravam movimentações e conversas, e jornais internos faziam críticas a moradores considerados reclamos.
- Uma das polêmicas foi a tentativa de exigir pagamento da taxa condominial apenas em dinheiro vivo, decisão revertida após repercussão; havia grande concentração de procurações para a gestão.
- Em setembro de 2025 houve a mudança de gestão para Manoel Gonçalves de Freitas Neto; áreas foram reabertas, espaços passaram por reformas e o condomínio ganhou atividades como feirinha e mercadinho.
O Edifício JK, em Belo Horizonte, foi marcado por regras rígidas ao longo de décadas. A administradora por quatro décadas, Maria das Graças Lima, faleceu em março de 2026. O prédio, projetado por Oscar Niemeyer, ficou conhecido por medidas consideradas duras e por histórias repetidas entre moradores.
Segundo relatos de uma moradora não identificada, a gestão era descrita como ditatorial, com fiscalização que ia da circulação de cães até a vestimenta dentro do condomínio. Moradores criticavam a rigidez imposta pela síndica, que ditava procedimentos e comportamentos.
Entre as normas mais citadas está a circulação de cães apenas no colo dos tutores nas áreas comuns. Idosos com pets relatam dificuldades para cumprir a regra, especialmente com cães de porte menor, que recepcionavam visitas sem autorização constante.
Outra exigência apontada envolve vestimenta: visitantes eram impedidos de entrar com bermuda ou chinelo, sendo necessária uma indumentária considerada adequada. Mudanças de comportamento de hóspedes também eram monitoradas por políticas do prédio.
Acesso de visitantes após as 22h dependia de autorização presencial do morador na recepção. Mesmo hóspedes em estadias mais longas precisavam ser liberados novamente após alguns dias, segundo relatos da moradora.
A rotina no JK era marcada pela vigilância. Conversas com funcionários eram observadas pela administração, que contava com equipes consideradas de confiança para monitorar movimentações. Desconfiança era parte do cotidiano, segundo moradores.
Os relatos também mencionam jornais internos com mensagens elogiando a síndica e ataques velados a moradores considerados reclamões. A narrativa incluía textos de autopromoção que reforçavam a imagem da gestão.
Entre episódios de destaque está a tentativa de exigir pagamento da taxa condominial apenas em dinheiro vivo. A proposta provocou repercussão negativa após viralizar nas redes, com uma residente pagando rendendo moedas de 5 centavos a 1 real.
Conforme a moradora entrevistada, as assembleias eram marcadas por grande concentração de procurações em mãos da administração, o que contribuía para reeleições sucessivas da gestão. Esse mecanismo era visto como ferramenta de poder.
Em setembro de 2025, a gestão passou a ser conduzida por Manoel Gonçalves de Freitas Neto, vice de Maria das Graças, após eleição. A mudança alterou o clima, com áreas antes fechadas sendo reabertas.
Atualmente, elevadores passam por reformas e espaços de convivência surgem, incluindo uma feirinha e um mercadinho. Moradores passam a utilizar mais os espaços comuns, segundo a nova administração.
As histórias do JK continuam circulando entre moradores, virando tema de debates e até inspiração para o podcast A Síndica, do jornalista Chico Felitti, que explora relatos do prédio.
Fonte: reportagens locais e publicações de moradores.
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