- Madison Lovelle, 40, está limpando a casa de seu pai, que tinha transtorno de acumulação, em Oklahoma, vestindo traje de proteção.
- O pai, Martin Baird, morreu em junho de 2024 após um derrame; Lovelle havia visto a casa pela última vez há 17 anos, antes de o pai sofrer o acidente.
- No processo, ela encontrou itens como fotos de noivado dos pais e caixas com documentos da bisavó, além de lidar com o processo emocional da limpeza.
- Profissionais destacam que o transtorno de acumulação é mais comum do que parece e pode exigir orientação médica, apoio familiar e planejamento cuidadoso para evitar recaídas.
- Lovelle já está aproximadamente 75% concluída com a limpeza física e planeja a remediação da casa, contando com apoio de terapeutas e de uma rede de apoio ao redor.
Madison Lovelle, de 40 anos, abriu portas e janelas do apartamento em Oklahoma, usando traje de proteção, para iniciar a limpeza de uma casa herdada do pai. O foco inicial foi um canto do quarto dele, acompanhado de uma transmissão no Instagram para seus milhões de seguidores. O objetivo era ventilar o ambiente e começar a organização após a morte do pai.
Ela relata ter encontrado pilhas de envelopes, sacolas plásticas, cabides e itens empilhados sobre objetos que podem ser uma cadeira ou uma cesta. Entre os objetos, apareceu uma caixa com fotos de casamento dos seus pais, que se divorciaram quando ela tinha 2 anos.
Lovelle explicou que a tarefa envolve muitas decisões pequenas e o processamento do luto. Ela mencionou o desafio de não jogar fora itens considerados importantes pelo falecido, mesmo sendo apenas objetos desgastados. O vídeo mostra momentos de emoção durante o trabalho.
Contexto sobre o transtorno de hoarding
Especialistas destacam que o transtorno de hoarding afeta entre 2% e 6% da população adulta, com maior incidência entre pessoas de 55 anos ou mais. O acúmulo pode atrapalhar desde a organização até a segurança doméstica.
Desdobramentos familiares e cuidado emocional
Famílias que herdam espaços assim costumam enfrentar sentimentos de culpa, vergonha e sobrecarga emocional. A aconselhadora de saúde mental orienta sobre estratégias de convivência com o acúmulo, mantendo diálogo e limites para evitar recaídas.
Caminho e próximos passos
Lovelle informou que cerca de 75% do processo físico de limpeza já foi concluído. O plano é partir para a restauração do ambiente e, posteriormente, para a remediação. Ela relata apoio de seguidores e de profissionais de saúde mental ao longo do processo.
A profissional de referência em transtorno de hoarding orienta que a retirada completa do espaço pelos familiares sem acompanhamento pode agravar o problema. Recomenda-se discutir metas, envolvimento gradual e apoio contínuo para reduzir o risco de recrudescimento do acúmulo.
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