- Kaylane Pereira, 18 anos, afirmou ao Tribunal do Júri que Jairinho a agredia quando tinha entre 5 e 7 anos, levando-a para um motel e praticando socos na cabeça, aperto no braço e imersões na piscina.
- As agressões, segundo ela, ocorriam apenas quando estavam sozinhos, sem a presença da mãe, e ele dizia que, se ela contasse, a vida dela e da mãe seria muito melhor sem ela.
- Kaylane disse que só revelou os fatos três anos após o término do relacionamento entre Jairinho e a mãe dela.
- Ela é filha de Natasha de Oliveira Machado, também testemunha do caso Henry Borel.
- O psiquiatra Rafael Bernardon afirmou, em depoimento à acusação, que há um padrão de abuso infantil por parte de Jairinho, com suposto prazer em infligir dor a crianças, descrevendo o réu como egocêntrico, narcisista e sádico.
Kaylane Pereira, 18 anos, filha de Natasha de Oliveira Machado, uma das ex-namoradas do ex-vereador Jairinho, denunciou, em depoimento ao Tribunal do Júri, que o ex-político a agredia quando tinha entre 5 e 7 anos. O caso envolve o caso Henry Borel.
A testemunha relatou que os abusos ocorriam quando estavam sozinhos, sem a presença da mãe. Segundo Kaylane, Jairinho a agredia com socos na cabeça e forte pressão no braço, chegando a afundá-la na água e depois soltá-la.
Ela afirmou que ouviu uma ameaça sobre dizer à mãe que poderia prejudicar o relacionamento entre a filha e Jairinho. Disse ter decidido contar apenas três anos depois, após a terminação do relacionamento.
Desenvolvimento no julgamento
Na quarta-feira (27), o psiquiatra Rafael Bernardon, auxiliar de acusação, descreveu um padrão de violência contra crianças atribuído ao réu. Bernardon apontou um histórico de infligir dor a menores.
O perito descreveu o perfil do ex-parlamentar como egocêntrico e narcisista, com traços que, segundo ele, teriam motivado os atos de violência. A avaliação foi apresentada no âmbito do mesmo júri.
A defesa não comentou publicamente as afirmações do médico durante o andamento do processo. As informações são parte de depoimentos e pareceres anexados ao caso que tramita na Justiça do Rio de Janeiro.
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