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Vereadores aprovam exclusão de templos religiosos de penalidades por barulho

Comissão aprova alteração no Psiu que exclui templos religiosos da punição por barulho, com audiências públicas antes de novas votações

Evangélicos durante culto (Foto: Reprodução)
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  • Vereadores de São Paulo excluíram templos religiosos da lista de estabelecimentos passíveis de multa por barulho no âmbito do Psiu, revendo penalidades do programa.
  • A mudança foi aprovada na CCJ nesta quarta-feira (27) com cinco votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, e seguirá para duas audiências públicas antes de duas votações no plenário.
  • O relator Sansão Pereira informou que a alteração busca reduzir dificuldades a instituições religiosas, incluindo aquelas que atuam de forma informal; o prefeito Ricardo Nunes apoiou a medida.
  • O texto retira a multa de R$ 16 mil na primeira autuação para casas de culto, substituindo por advertência e oferecendo uma etapa extra antes do fechamento administrativo, além de outras flexibilizações ao Psiu.
  • Mantidas alterações adicionais, com novidades para fiscalização de barulho em residências entre 22h e 7h, com advertência inicial e multa de R$ 1.000 em caso de reincidência; o tema ainda depende de aprovação de três quintos dos vereadores.

A Câmara Municipal de São Paulo decidiu retirar templos religiosos da lista de estabelecimentos passíveis de multa por barulho, na revisão do Programa Silêncio Urbano (Psiu). A mudança ocorreu na CCJ nesta quarta-feira (27) e segue para audiências públicas antes de duas votações no plenário.

A proposta substitutiva, que flexibiliza as penalidades, foi aprovada com 5 votos a favor, 2 contrários e 1 abstenção. O texto altera regras anteriores que previa multa de até R$ 16 mil na primeira autuação, chegando a R$ 3 mil e interdição na quarta reincidência.

Segundo o relator, vereador Sansão Pereira (Republicanos), a medida busca solucionar dificuldades de instituições religiosas de modo geral. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) elogiou a receptividade à mudança, destacando foco na eficácia, punições a infratores contumazes e preservação da economia local.

Psiu: mudanças e impactos

O projeto mantém mudanças gerais no Psiu, com a primeira autuação prevista como advertência e criação de uma nova etapa antes do fechamento administrativo. A prefeitura sustenta que haverá regimes de plantão e operações de fiscalização com aumento esperado de autuações.

Além disso, as demais alterações propostas pela prefeitura também seguiram adiante. O projeto de lei, que altera o Plano Diretor e a Lei de Zonamento, exige aprovação de pelo menos 33% dos 55 vereadores.

O texto inclui ainda a fiscalização de barulho em residências, com atuação em festas e reuniões entre 22h e 7h. A regra prevê advertência inicial e multa de R$ 1.000 em caso de reincidência, para atender a demanda histórica de controle sonoro em áreas urbanas.

A gestão municipal afirma que as mudanças mantêm o combate à poluição sonora, combinando maior fiscalização com medidas que preservam a atividade econômica local. A previsão é de intensificação de ações de plantão e blitz para ampliar a fiscalização.

Com informações de Folha de S.Paulo.

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