- A dentista Valéria Ribeiro foi presa preventivamente em Goiânia após causar lesões e deformações em sete pacientes em procedimentos estéticos realizados na própria clínica.
- Segundo a Polícia Civil de Goiás, as cirurgias eram feitas dentro da clínica, ambiente considerado inadequado e sem a estrutura para alta complexidade.
- As investigações, iniciadas em 2024 a partir de relatos de vítimas desde 2023, apontaram rinoplastia, bichectomia e lipo de papada entre os procedimentos.
- O delegado afirmou que Valéria não tinha autorização do Conselho Regional de Odontologia para realizar esses procedimentos na época; pacientes relataram longos procedimentos, más condições sanitárias e falhas na esterilização.
- A operação Protocolo de Risco interditou a clínica no Setor Bueno, cumpriu mandados, apreendeu documentos e equipamentos, sequestrou R$ 600 mil e prendeu uma funcionária em flagrante; o CROGO informou que a profissional tem registro ativo e que tais procedimentos exigem especialista.
A dentista Valéria Ribeiro foi presa preventivamente nesta quinta-feira (28/5) em Goiânia, após denúncias de pacientes que afirmaram ter sido lesados em procedimentos estéticos realizados na própria clínica. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), as cirurgias ocorreram dentro do estabelecimento, sem as estruturas adequadas para alta complexidade.
As investigações, iniciadas em 2024 a partir de relatos de vítimas desde 2023, apontam que os procedimentos incluíam rinoplastia, bichectomia e lipo de papada. Vítimas apresentaram infecções, deformidades e outras sequelas graves, além de falhas na esterilização e no acompanhamento anestésico.
De acordo com o delegado Wladimir Freire, a dentista não possuía autorização para realizar esses procedimentos na época, mesmo com autorizações atuais do CRO para determinadas cirurgias invasivas, mediante comprovação de especialidade. A clínica foi interditada e uma funcionária foi presa em flagrante por tentar esconder itens da investigação.
A operação, chamada Protocolo de Risco, também cumpriu dois mandados de busca e apreensão e resultou no sequestro de cerca de R$ 600 mil, além de bens patrimoniais. As investigações contemplam possível exercício ilegal da medicina e funcionamento irregular do local.
A ação teve apoio da Vigilância Sanitária. Foram cumpridos mandados em endereços ligados à investigada, com buscas por documentos, prontuários, aparelhos e demais materiais. A clínica, localizada no Setor Bueno, permanece fechada.
O CROGO informou que Valéria Ribeiro mantém registro ativo e que procedimentos faciais estéticos e cirúrgicos, como rinoplastia e lipo de papada, exigem comprovada especialização para serem realizados pelo cirurgião-dentista. A defesa ainda não teve acesso integral aos documentos da operação.
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