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Estado de SP registra 107 feminicídios entre janeiro e abril de 2026

Entre janeiro e abril de 2026, o estado de São Paulo registra 107 feminicídios, com o código de pedir pizza salvando vítimas em situações de violência

Estado de SP registra 107 feminicídios de janeiro a abril de 2026
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  • O estado de São Paulo registrou 107 feminicídios de janeiro a abril de 2026.
  • Nesta semana, houve casos de fuga da vítima fingindo pedir pizza, estratégia que vem ganhando destaque para denunciar violência doméstica.
  • Letícia Alves de Oliveira, 22 anos, mãe de duas crianças, foi morta a tiros pelo ex-companheiro; o corpo foi enterrado na manhã desta sexta-feira, na zona norte.
  • Raimundo Nonato Ferreira da Silva, 52 anos, foi preso após ficar dois dias foragido; audiência de custódia manteve a prisão.
  • No primeiro trimestre, o estado registrou 87 feminicídios, 41% a mais que o mesmo período do ano anterior; o recurso da chamada fingindo pedir pizza tem sido utilizado para encaminhar ocorrências.

O estado de São Paulo registrou 107 feminicídios de janeiro a abril de 2026. O dado integra o quadro de violência contra a mulher, que segue em alta no estado. Em apenas uma semana, dois casos ganharam destaque.

Entre as vítimas está Letícia Alves de Oliveira, de 22 anos, mãe de duas crianças, morta a tiros pelo ex-companheiro. O corpo foi enterrado nesta sexta-feira, na zona norte de SP. O suspeito, Raimundo Nonato Ferreira da Silva, tem 52 anos e foi preso após dois dias foragido.

Ferreira da Silva passou por audiência de custódia nesta sexta e a prisão foi mantida. Um vídeo gravado dias antes mostra as ameaças. O caso ocorre no contexto de 87 feminicídios no primeiro trimestre, número 41% superior ao registrado em igual período de 2025.

Código de denúncia: a pizza como alerta

A cada ano, mulheres recorrem a um código de solicitação de ajuda ao ligar para a polícia fingindo pedir uma pizza. Em uma ocorrência recente, a ligação permitiu o socorro sem que o agressor percebesse. A chamada foi atendida pela policial Suzi Cristina de Freitas, que coordenou a ação.

A ação envolveu deslocamento cuidadoso das equipes e uma abordagem discreta na rua para não alertar o agressor. A vítima recebeu a confirmação por telefone de que a pizza tinha chegado, permitindo a intervenção policial. O agressor foi rendido e preso.

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