- Eventos presenciais ganham força na era da IA, oferecendo encontros humanos e debates amplos; o SPIW aconteceu em São Paulo entre 13 e 15 de maio com temas como IA, futuro do trabalho e transformação digital.
- O painel SPIW Download destacou que a conexão humana e a troca de ideias reais não são replicadas por algoritmos, tornando os encontros presenciais mais relevantes.
- Empresas veem os eventos como ferramenta de motivação e retenção de talentos em áreas digitais, conectando profissionais ao impacto do que produzem.
- Dicas de networking incluíram entender o que investidores buscam e adaptar o pitch, com ênfase em clareza na comunicação com público e investidores.
- A diversidade foi um pilar do SPIW; a próxima edição está marcada para 4 a 7 de maio de 2027, com painéis que reuniram figuras como Monja Coen, Ailton Krenak, Daniel Goleman e Marcelo Gleiser.
Em meio ao avanço da inteligência artificial, eventos presenciais ganham força e relevância ao oferecer encontros humanos que os algoritmos não reproduzem. O SPIW, realizado em São Paulo de 13 a 15 de maio, reuniu milhares de participantes para debater IA, futuro do trabalho e transformação digital.
No painel SPIW Download, curadores e especialistas destacaram que o contato humano facilita trocas espontâneas, perspectivas diversas e debates amplos sobre mercado e tecnologia. O formato presencial vira ativo estratégico para motivação e retenção de talentos.
O SPIW ocorreu na capital paulista e contou com a participação de nomes relevantes do ecossistema tecnológico e empresarial, que discutiram impactos da IA no trabalho e na sociedade, bem como desafios regulatórios e de inovação no Brasil.
O que houve e quem esteve envolvido
Executivos, pesquisadores e criadores participaram de debates sobre IA, comportamento e transformação digital, além de reflexões sobre o papel humano diante da automação. O encontro enfatizou a importância de presença física para ampliar repertórios.
Entre os debatedores estiveram o filósofo Luc Ferry, o escritor Douglas Rushkoff e o cientista Ronaldo Lemos, que trataram de impactos da IA no emprego, no propósito humano e em novas estratégias sociais, mantendo foco em fatos e contextos.
A conversa também contou com Erick Bretas, CEO do Estadão, e Guilherme Horn, líder da área de IA do WhatsApp, que abordaram regulação e integração de agentes de IA no ambiente de trabalho, sempre com perspectiva prática.
Networking, dicas e práticas
Especialistas destacaram que networking efetivo depende de abordagem autêntica e conhecimento sobre o interesse de investidores e parceiros. A prática sugerida é perguntar sobre prioridades de cada interlocutor para alinhar conversas e pitches.
Outras orientações enfatizaram adequar o comportamento ao contexto do evento, evitando pitches agressivos em ambientes com alta demanda de atenção. Clareza na comunicação de propostas também foi apontada como essencial para investidores.
A fundadora de uma startup de proteção de propriedade intelectual com blockchain ressaltou a importância de explicar o negócio de forma simples, facilitando entendimento de públicos diversos, incluindo investidores e autoridades regulatórias.
Diversidade como pilar e perspectivas futuras
A curadoria do Innovation Week enfatizou a diversidade como eixo central da programação, buscando refletir o potencial de São Paulo como maior cidade da América Latina. A próxima edição já está prevista, entre 4 e 7 de maio de 2027.
Segundo Lilly Clark, a experiência paulista exigiu articulação para manter o DNA diversificado, atendendo a demandas de diferentes públicos. Painéis combinando áreas distintas, como psicologia e física, ampliaram o debate e a compreensão do tema.
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