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Exposição no MAC revela obra e trajetória de Gilvan Samico

Exposição no MAC-USP reúne 45 obras de Gilvan Samico, doadas pelo casal Falcão, oferecendo panorama da carreira do artista recifense ao longo de sete décadas

Obra de Gilvan Samico, em exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP
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  • Exposição Fabulações de Gilvan Samico: Doação Vivianne e Joaquim Falcão fica no MAC da USP até 7 de junho.
  • Conjunto reúne 45 obras doadas em 2024 pelo casal, incluindo 39 xilogravuras, duas águas-fortes, dois estudos para gravuras, uma litogravura e uma pintura a óleo.
  • As peças permitem acompanhar a carreira de Samico, de 1957 a 2003, com foco nas xilogravuras, incluindo 17 provas e uma peça única de 1967.
  • A curadora Ana Magalhães afirma que o MAC, por seu perfil universitário, é espaço propício para aprofundar estudos sobre o artista e a xilogravura.
  • Gilvan Samico, natural de Recife, foi um dos grandes gravadores brasileiros do século XX; a mostra fica aberta de terça a domingo, das 10h às 21h, com entrada gratuita.

A exposição Fabulações de Gilvan Samico: Doação Vivianne e Joaquim Falcão fica em cartaz no MAC da USP até 7 de junho. O conjunto reúne 45 obras do artista pernambucano, doadas ao museu em 2024 pelo casal Vivianne e Joaquim Falcão. O MAC é referência universitária para pesquisa e formação.

O acervo doado reúne 39 xilogravuras, duas águas-fortes, dois estudos para gravuras, uma litogravura e uma pintura a óleo. Entre as obras, destacam-se 17 xilogravuras de prova, além de uma peça única de 1967, Ave de Ouro do Reino Vai-Não-Volta. A curadoria enfatiza o panorama da carreira de Samico, que se estendeu por sete décadas.

A curadora Ana Magalhães, professora do MAC, ressalta que a coleção reflete a trajetória de Samico e as transformações de sua produção. Ela destaca que a seleção abrange todo o arco criativo, com exemplos significativos para estudo, incluindo dois desenhos e duas águas-fortes.

Para Magalhães, ainda há muito a pesquisar sobre Samico, especialmente no campo da xilogravura. A docente aponta o MAC como destino adequado devido ao seu caráter de espaço de pesquisa e formação, que pode aprofundar os estudos sobre o artista.

Gilvan Samico nasceu em Recife, em 1928, e faleceu em 2013. Reconhecido como um dos grandes nomes da gravura brasileira do século XX, colaborou com o Atelier Coletivo e manteve laços com intelectuais como Ariano Suassuna. Suas obras aparecem em museus nacionais e internacionais, incluindo o MoMA.

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