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IML é interditado após fiscalização encontrar ossos em caixas abertas

CRM-MT interditou o IML de Barra do Garças por irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança, após ossos em recipientes abertos

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  • O CRM-MT interditou ética­mente o IML de Barra do Garças após fiscalização identificar irregularidades graves de estrutura, sanitária e de segurança.
  • Em vistoria em 25 de março, foram encontrados ossos humanos em recipiente aberto dentro de uma sala de depósito de materiais de limpeza.
  • Também foram detectados dutos químicos vencidos há mais de dez anos, materiais de exames com validade expirada e ausência de água potável adequada.
  • Ainda houve ausência de banheiro para profissionais, falta de alvará sanitário, de prevenção contra incêndio, de registro no CRM-MT e de diretor técnico formalmente constituído.
  • O relatório apontou falta de equipamentos de proteção individual, gestão inadequada de resíduos infectantes e precariedade em áreas de necropsia e de armazenamento de amostras biológicas.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) interditou o Instituto Médico Legal (IML) de Barra do Garças, a 520 km de Cuiabá, após fiscalização que identificou graves irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança. A decisão ocorreu após vistoria realizada no dia 25 de março, com aprovação do plenário do CRM-MT nesta semana.

Durante a operação, foram encontrados ossos humanos em um recipiente aberto dentro de uma sala usada como depósito de material de limpeza. Ademais, dutos químicos vencidos há mais de 10 anos, materiais de exames com validade expirada e ausência de água potável adequada foram observados. Também houve falta de banheiro para profissionais, ausência de repouso médico e itens básicos de higiene.

Principais irregularidades detectadas

O relatório aponta ainda a ausência de equipamentos obrigatórios, falhas na acessibilidade, inexistência de alvará sanitário e de prevenção contra incêndio válidos. Não houve registro da unidade junto ao CRM-MT nem diretor técnico formalmente constituído, conforme o documento da fiscalização.

Foram identificadas deficiências no fornecimento de equipamentos de proteção individual, gestão inadequada de resíduos infectantes e ausência de estrutura para exames de violência sexual. A necropsia e o armazenamento de amostras biológicas também apresentaram precariedade, segundo o relatório.

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