- Monique Medeiros passou mal e precisou de atendimento médico durante depoimento do perito que analisava as lesões de Henry no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.
- Ela e o ex-vereador Jairinho são julgados pela morte da criança em 2021, respondendo por homicídio qualificado, tortura e outros crimes; o Ministério Público aponta violência contra Henry e omissão de Monique.
- O médico legista afirmou que houve homicídio por espancamento, com laceração hepática ocorrendo em vida; Henry apresentava várias lesões externas.
- A defesa de Jairinho nega agressões e sustenta que os ferimentos ocorreram durante as manobras no hospital; o perito descartou relação com acidente doméstico.
- O julgamento deve seguir por mais dias, com outras testemunhas previstas, incluindo Leniel Borel, e, depois, interrogatórios, debates e a decisão do Conselho de Sentença.
Monique Medeiros, mãe do garoto Henry Borel, passou mal na manhã desta sexta-feira durante o depoimento do médico legista aposentado e perito Luiz Carlos Leal Prestes no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. A assembleia discute a morte de Henry, em 2021, na qual Jairinho, ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, também é réu. Os dois respondem por homicídio qualificado, tortura e outros crimes.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, Monique recebeu atendimento médico após ver imagens das lesões da criança exibidas durante o depoimento. Os advogados pediram a presença de uma equipe médica para acompanhar a ré. A sessão não foi interrompida, mas Monique foi dispensada do restante do dia e retorna ao plenário no sábado.
O perito descartou relação entre as manobras de massagem cardíaca e a laceração no fígado apontada pela defesa como causa da morte. A autoridade destacou que houve agressão e hemorragia interna, descrevendo a morte como lenta, agônica e progressiva. A defesa de Jairinho continua negando qualquer agressão contra Henry.
O perito também afastou a possibilidade de acidente doméstico, defendida pela defesa. De acordo com Prestes, Henry apresentava 17 lesões externas, incluindo na cabeça. O Ministério Público sustenta que Jairinho cometeu agressões e que Monique tinha ciência das violências, ainda que sem participação direta na agressão conforme sustenta a acusação.
O julgamento deve ser longo. Até o momento, foram ouvidas dez testemunhas, com previsão de continuar ao longo de dias. Após os peritos desta sexta, ainda devem depor testemunhas de acusação, incluindo Leniel Borel, pai de Henry, e, posteriormente, testemunhas de defesa. Só então ocorrerão interrogatórios e debates antes do veredicto.
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