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Perito afirma que criança sofreu muito no quinto dia do julgamento Henry

Perito afirma que Henry chegou já morto ao hospital, com hemorragia interna em vida e múltiplas lesões, descartando acidente doméstico

Grupo de pessoas de mãos dadas em protesto contra violência, com cartaz e faixas no chão. Dois manifestantes em primeiro plano usam camisetas com a frase 'Justiça por Henry Borel'.
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  • No quinto dia de julgamento, o perito Luís Carlos Leal Prestes/Leal Prestes confirmou que Henry Borel já parecia morto ao chegar ao hospital, com temperatura de 34°C indicando morte entre duas e três horas antes.
  • O especialista afirmou que a laceração hepática que provocou hemorragia interna ocorreu enquanto a criança ainda estava viva.
  • Prestes disse que as lesões foram produzidas de forma independente e são incompatíveis com uma única queda, descartando acidente doméstico.
  • Ele afirmou que as lesões em vida e as marcas de tentativas de entubação durante a reanimação são distintas, e que a criança sofreu muito antes de morrer.
  • Durante a exibição de imagens, Monique Medeiros deixou o plenário para atendimento médico; até o fim da manhã, o perito ainda era ouvido e outros depoimentos estavam programados para o dia.

O quinto dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros no caso Henry Borel trouxe o depoimento do perito Luiz Carlos Leal Prestes, testemunha do Ministério Público. O médico afirmou que as lesões da criança não resultaram de manobras de reanimação nem de acidente doméstico.

Prestes disse que Henry já chegava morto ao Hospital Barra D’Or. A temperatura de 34°C na emergência indicaria morte ocorrida entre duas e três horas antes do atendimento, segundo o perito.

A laceração hepática causou a hemorragia interna e ocorreu quando a criança ainda estava viva, afirmou. O especialista rejeitou a hipótese de acidente doméstico e disse que as lesões foram produzidas de forma independente, incompatíveis com uma única queda.

Ele afirmou que a queda da cama não explicaria a multiplicidade de ferimentos e apontou edema cerebral provocado por ações contundentes na cabeça. Marcas no nariz e nos lábios seriam associadas a tentativas de entubação durante a reanimação.

Durante a exibição das imagens das lesões, Monique deixou o plenário para atendimento médico. Ela não havia retornado até o fim da manhã. O depoimento segue como parte da etapa de testemunhos do Ministério Público.

O julgamento, que teve uma primeira sessão interrompida em março, prossegue após a defesa questionar provas digitais e perícias. A acusação sustenta que Henrique morreu em 8 de março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca.

Até o meio da manhã, onze das 27 testemunhas previstas já havia prestado depoimento. A expectativa é ouvir ainda nesta sexta o médico-legista indicado pela acusação, Luiz Airton Saavedra de Paiva.

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