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Sete maravilhas arquitetônicas da Índia que valem conhecer

Da origem histórica do reino de Sikkim às ruínas costeiras de Tamil Nadu, sete obras arquitetônicas menos conhecidas revelam a riqueza da Índia

Shalimar Bagh — Foto: Getty Images
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  • Rabdentse, Sikkim: ruínas da antiga segunda capital, destruída no século XVIII por invasores Gurkha; restauração incluiu jardins, caminhos e uma laje de mármore branca de pouco mais de dois metros.
  • Unakoti, Tripura: esculturas rupestres associadas a mitos de Shiva; conjunto com dezenas de esculturas gigantes foi incluído na lista indicativa do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2022.
  • Templos de Masrur, Himachal Pradesh: complexo esculpido na rocha, data do século VIII, com uma estrutura simétrica ao redor de um templo central; grande parte parecia ter natureza inacabada.
  • Champaner-Pavagadh, Gujarat: parque arqueológico e Patrimônio Mundial da UNESCO; fusão de arquitetura hindu e islâmica, com Jama Masjid e o Templo Kalikamata entre os destaques.
  • Dhanushkodi, Tamil Nadu: cidade fantasma afetada por ciclone em 1964; resta de igrejas, estação e casas cercadas pela Baía de Bengala e pelo Ocidente Índico, com acesso por estrada desde 2016.

O país guarda maravilhas menos conhecidas que rivalizam com monumentos famosos como o Taj Mahal e os palácios do Rajastão. Ruínas, templos esculpidos na rocha e parques arqueológicos revelam dinastias que marcaram a história da Índia, resistindo ao tempo e às mudanças geopolíticas. Entre lendas, ciclones e restaurações, estas estruturas compõem um itinerário histórico que merece ser explorado.

A seleção reúne sete sítios arquitetônicos de distintas regiões, conectando passado e presente. Em cada lugar, vestígios de inscrições, traços de desenho cuidadoso e detalhes escultóricos ajudam a entender as trajetórias de impérios, religiões e culturas que se ergueram no subcontinente. A seguir, os locais em ordem de importância informativa.

Rabdentse, Sikkim

Frequentemente comparadas às ruínas de Machu Picchu, as Ruínas de Rabdentse remontam ao século XVII. Foi a segunda capital do reino de Sikkim, escolhida por Tensung Namgyal, que transferiu a sede de Yuksom para cá. No século XVIII, o local foi devastado por invasões gurkhá. Posteriormente, o Archaeological Survey of India promoveu restaurações com jardins e caminhos.

A principal atração é uma laje de mármore branco, com pouco mais de dois metros de … retoques de restauração preservam o elemento central para visitantes e moradores. A área abriga santuários budistas, um trono e um quadrângulo aberto, próximos ao Mosteiro de Pemayangtse. Rabdentse fica a cerca de 30 minutos de Pelling.

Como chegar: a partir de Pelling, o trajeto é de carro e caminhada curta até o local.

Unakoti, Tripura

As esculturas rupestres de Unakoti são associadas a lendas locais em torno de Shiva e deuses em uma noite de peregrinação. A alcunha do local lembra que houve “um a menos” do que um crore de esculturas idealizadas por Shiva e pela contempla-ção de Parvati. A obra de artesãos pode incluir Shiva com aproximadamente nove metros de altura, além de figuras como Ganesha, Durga e Hanuman.

Em 2022, as obras rupestres foram incluídas na lista indicativa do Patrimônio Mundial da UNESCO. O distrito de Unakoti fica a cerca de quatro horas de Agartala, com acessos que promovem visitas ao conjunto de relevos.

Templos de Masrur, Himachal Pradesh

O complexo de templos esculpidos na rocha, datado do século VIII, é apresentado como uma escadaria dos Pandavas rumo ao paraíso. O conjunto tem distribuição simétrica, com o templo principal no centro e estruturas menores ao redor. Evidências arqueológicas sugerem que o complexo deveria ter sido maior, porém parte permaneceu inacabada.

Quem visita pode observar uma escadaria inacabada ainda no local. Masrur fica a cerca de uma hora de carro do Aeroporto de Kangra, o que facilita o acesso para viajantes interessados em arquitetura de rocha.

Champaner-Pavagadh, Gujarat

Este Patrimônio Mundial da UNESCO, com área de 1.327 hectares, estende-se do morro de Pavagadh até a cidade de Champaner. Histórias de reis e invasões moldaram a paisagem, com palácios, templos, mesquitas, túmulos e poços em degraus.

A mesquita Jama Masjid é citada como modelo para a arquitetura de mesquitas posteriores, e o Templo Kalikamata no topo do morro atrai peregrinos. O sítio representa uma fusão entre estilos hindus e islâmicos, preservando uma cidade pré-mogol completa.

Como chegar: fica a cerca de uma hora de carro de Vadodara.

Murud Janjira, Maharashtra

O forte de pedra ergue-se no mar, com canhões que formaram uma linha de defesa há séculos. Segundo a tradição, o canhão Kallal Bangdi poderia provocar reverberação de uma semana. Atualmente acessível por barcos, o forte abrigou 550 famílias e grandes celeiros e poços de água doce para suprimento.

Os Siddis são creditados como os criadores da fortaleza de muros altos, torres e ameias. O acesso é feito por embarcações que partem do cais de Rajapuri, na praia de Murud, com destino ao forte.

Shalimar Bagh, Caxemira

Construído em 1619 por Jahangir para Nur Jahan, o jardim de Shalimar Bagh representa uma das expressões mais finas do design de jardins mogóis. Situado às margens do Lago Dal, o espaço utiliza o traçado em terraços no estilo charbagh, com um canal central ligando fontes e pavilhões.

O jardim inclui áreas de audiência pública e espaços reais nos terraços superiores, conectados por sistema hidráulico sofisticado. Atualmente passa por restaurações para preservar as características originais e melhorar a infraestrutura de visitação.

Como chegar: fica a cerca de 15 quilômetros do Aeroporto Internacional de Srinagar e a 25 minutos do centro da cidade.

Dhanushkodi, Tamil Nadu

No extremo sudeste da Ilha Pamban, Dhanushkodi é uma cidade marcada pela devastação de 1964, quando um ciclone a reduziu a ruínas. O que resta inclui igrejas em estrutura, uma estação ferroviária em ruínas e casas parcialmente cobertas pela areia. A região fica entre a Baía de Bengala e o Oceano Índico, criando um cenário desolado e marcante.

A tradição local conecta o local ao Ramayana, associando a construção da ponte para Lanka à passagem de Rama pela região. A antiga linha ferroviária foi substituída, em 2016, por uma estrada que facilita o acesso entre o continente e a península.

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