- Bilhetes do Expresso Turístico, trem histórico de SP, esgotam em poucos minutos e cerca de cinco mil pessoas acessam a bilheteria digital todo mês; trajeto liga a Estação da Luz a Paranapiacaba, com 352 lugares ao todo.
- O passeio custa R$ 50 ida e volta por pessoa; faz o trajeto de aproximadamente quarenta e oito quilômetros a uma velocidade média de cinquenta quilômetros por hora.
- A viagem começa às 8h30, com embarque às 8h; o café é servido a bordo, mas não há cozinha no trem e não há ar-condicionado.
- Paranapiacaba foi criada em 1867 por engenheiros ingleses como vila para abrigar trabalhadores da ferrovia e facilitar o escoamento do café; a vila utiliza o sistema funicular e abriga ainda atrações como o Cine Lyra.
- A CPTM reativou as linhas em 2009 com apoio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária; hoje o Expresso Turístico tem Paranapiacaba e Jundiaí como destinos, com Mogi das Cruzes fora de operação; há foco turístico e a vila recebe eventos como a Convenção de Bruxas e Magos.
O Expresso Turístico de SP volta ao trilho como passeio temático que transporta passageiros aos anos 50. O trem parte da Estação da Luz, percorre cerca de 48 km até Paranapiacaba, a vila histórica na Serra do Mar, em um trajeto de aproximadamente duas horas. A operação acontece apenas aos fins de semana e feriados, com partidas às 8h30 e embarque às 8h.
Cerca de 5 mil pessoas acessam, todo início de mês, a bilheteria digital da CPTM na expectativa de comprar as passagens. Os bilhetes costumam esgotar em menos de 3 minutos, tornando o Expresso Turístico um dos trechos mais disputados do país. As passagens de ida e volta custam R$ 50 por pessoa.
A CPTM reativou as linhas em 2009 com apoio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, buscando fomentar lazer, cultura e preservação histórica em cidades próximas à capital. Atualmente, o passeio tem dois destinos ativos: Paranapiacaba e Jundiaí; Mogi das Cruzes está fora de operação.
Como funciona o passeio
O comboio, formado por quatro carros com capacidade total de 352 lugares, utiliza locomotiva dos anos 50 e vagões de 1960 restaurados em 2009. Não há ar-condicionado nem entradas USB a bordo, mantendo o espírito de viagem da década de 60. O café da manhã é servido, mas o trem não cozinha a bordo.
O trem oferece assentos de couro originais e não possui cintos de segurança. A equipe de bordo atua com figurino temático, proporcionando interação que complementa a imersão histórica. A viagem inclui observação de paisagens que vão da metrópole cinza à Mata Atlântica ao longo do percurso.
Ao chegar a Paranapiacaba, o visitante entra em uma vila inglesa planejada no século 19 para sustentar a indústria do café e o sistema funicular, usado para vencer a serra. A vila abriga atrações históricas, casas, clubes, restaurantes e o Cine Lyra, restaurado recentemente com investimento público.
Paranapiacaba hoje e o turismo na região
A vila é hoje foco de quase 60% do turismo de Santo André, segundo a prefeitura. Em 2024, Paranapiacaba recebeu em torno de 600 mil visitantes, com o Festival de Inverno atraindo 280 mil pessoas em dois fins de semana. A região também recebe iniciativas para potencializar o patrimônio histórico sob gestão pública e privada.
O Expresso Turístico integra o esforço de requalificação da área, que também envolve lendas locais, como a do trem fantasma associada à neblina constante da Serra do Mar. Além disso, Paranapiacaba já figura como candidata a Patrimônio da Humanidade pela Unesco, conforme a administração local.
A repórteria do veículo tem detalhado o papel do trem na sobrevivência do turismo paulista, destacando a relação entre conservação histórica e atração turística. A série especial Poder nos Trilhos acompanha as mudanças da malha ferroviária brasileira por meio de reportagens, entrevistas e imagens.
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