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Julio Le Parc, pioneiro da arte cinética, morre aos 97 anos

Artista argentino Julio Le Parc, pioneiro da arte cinética, morre aos 97 anos em Paris; retrospectiva no Tate Modern já programada destaca seu legado interativo

MIAMI BEACH, FL - DECEMBER 01: Julio Le Parc speaks onstage during the Art Basel Miami Beach Vernissage at the Miami Beach Convention Center on December 1, 2016 in Miami Beach, Florida. (Photo by Mike Coppola/Getty Images)
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  • Julio Le Parc, artista argentino de referência na arte cinética, faleceu aos 97 anos em Paris no dia 30 de maio, após internação recente no American Hospital in Paris.
  • Filho dele, Yamil Le Parc, confirmou o falecimento à imprensa argentina; o artista estava animado com a retrospectiva programada para o Tate Modern, em Londres, que abriria em 11 de junho.
  • Le Parc ficou conhecido por mobiles, instalações de luz e ambientes participativos que transformavam o público em parte da obra, defendendo que a arte deve ocorrer com o espectador.
  • Entre suas obras-chave estão Mobile Transparent (1960) e Light in Movement (1962); foi vencedor do Grand Prize for Painting na Bienal de Veneza em 1966.
  • Nos últimos anos, manteve atividades criativas, incluindo projetos em realidade virtual; em 2024 recebeu o Grande Prêmio de Longevidade do Fundo Nacional de Artes da Argentina.

Julio Le Parc, artista argentino-patente como pioneiro da arte cinética, morreu aos 97 anos nesta terça-feira (30 de maio) em Paris, na França. O falecimento foi confirmado por seu filho, Yamil Le Parc, à revista La Nación. O artista estava hospitalizado há dias devido a uma piora de saúde.

Le Parc se destacou por mobiles, instalações de luz e ambientes participativos que redefiniram a relação entre obra e público. Seu trabalho transformava visitantes em parte ativa da experiência, usando espelhos, movimento e iluminação para criar percepções mutáveis.

Nascido em 23 de setembro de 1928, em Palmyra, Mendoza, Le Parc chegou a Paris em 1958 com bolsa do governo francês. Em 1966 ganhou o Grand Prize for Painting na Bienal de Veneza, impulso que consolidou sua influência na arte contemporânea.

Legado e momentos-chave

Ao longo de mais de seis décadas, desenvolveu séries como Modulation e Alchemy, explorando mudanças sutis de cor e geometria. Decisões políticas também orientaram sua prática, com críticas a autoridades e à hierarquia museal, sempre priorizando a experiência do público.

Nos últimos anos, Le Parc manteve a produção e colaborou com os filhos Juan, Gabriel e Yamil. Em 2024, recebeu o Grand Prize for Lifetime Achievement da Argentina. A mostra póstuma acompanha a história de quase sete décadas de inovação.

A nota de falecimento ocorre pouco antes da abertura de uma retrospectiva no Tate Modern, em Londres, programada para 11 de junho. A exposição acompanha obras desde os anos 1950 até a produção mais recente, reforçando o papel de Le Parc na definição da participação do público na arte.

Le Parc deixou a esposa, Martha Le Parc, falecida em março de 2025, e três filhos envolvidos na continuidade de seu legado. O impacto de sua prática permanece na renovação de espaços expositivos e na ideia de que a experiência artística é compartilhada.

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