- Delhi enfrenta ondas de calor extremo, com temperaturas diurnas chegando a 43°C e mínimas em torno de 32,4°C, enquanto a cidade registra alertas de calor.
- Mais de 300 mil pessoas vivem nas ruas da capital indiana, sem acesso confiável a comida, água ou assistência médica.
- Shahida, de 20 anos, vive com o bebê de nove meses, Jannat, sob uma passarela, em meio ao calor intenso e à falta de abrigo estável.
- A família depende de água de poços e de água potável comprada a preços elevados; o calor afeta a saúde, com episódios de desidratação e febres frequentes entre as crianças.
- A falta de abrigos adequados—com déficit estimado de cerca de 75% na capacidade de acolhimento—faz com que muitas pessoas sem-teto permaneçam expostas, mesmo com abrigos próximos.
A família de Shahida enfrenta o calor extremo de Delhi sob uma passarela. A moradora de 20 anos vive com o bebê de 9 meses, a família extensa e outros sem-teto em uma cena que mostra como o calor afeta moradores de rua na capital indiana, dia após dia.
A história acompanha um dia na vida de Shahida e Jannat, sob a passarela de uma via movimentada. A família dorme em redes de mosquiteiro e tapetes finos, sem acesso confiável a alimento, água e atendimento de saúde. O calor sobe desde cedo e se mantém intenso até a noite.
Delhi registra temperaturas de até 43C durante o dia, com mínimas em torno de 32C. Dados de órgãos oficiais apontam para uma das ondas de calor mais fortes em anos, enquanto o município emite alertas repetidos. Mais de 300 mil moradores de rua ficam expostos.
Shahida convive com a vulnerabilidade agravada pela falta de abrigo estável. A família de 10 vive sob o viaduto, após a demolição de uma antiga moradia. Esforços para reconstruir moradias já falharam diversas vezes, piorando a insegurança habitacional.
Ao longo do dia, a reportagem observa a rotina da família: a luta para pegar água fresca, o cuidado com Jannat, a amamentação em meio ao calor e a necessidade de alimentação rápida. Água potável é cara e nem sempre gelada, o que força escolhas limitadas.
A temperatura atinge o ápice por volta da tarde, quando a família cozinha em uma fogueira improvisada sob o calor do asfalto. O calor constante agrava irritação, fadiga e doenças gastrointestinais entre crianças, mulheres e homens que vivem na rua.
À noite, a necessidade de higiene permanece cara: banhos em sanitários públicos custam dinheiro e o resfriamento só vem com a queda da temperatura ao pôr do sol. A casa provisória continua sendo o espaço de proteção contra o calor extremo.
Especialistas indicam que a falta de abrigo adequado e a vigilância constante prejudicam o sono e a recuperação. Mulheres que vivem nas ruas registram maior desgaste emocional e físico durante ondas de calor, conforme estudos citados pela reportagem.
Shahida resume o desafio: a sobrevivência diária que envolve água, alimentação, higiene e cuidado com a filha. O bebê, ainda sob o risco de desidratação e infecções, é a esperança que mantém a família unida diante do cenário climático adverso.
Subtítulo: Impacto humano da onda de calor
O conjunto de fatores — calor intenso, falta de abrigo, acesso restrito a serviços básicos e vigilância constante — compõe um retrato sólido do que moradores de rua enfrentam durante ondas de calor em Delhi.
Subtítulo: Perspectivas e realidades locais
Especialistas e organizações de proteção social destacam a necessidade de mais abrigos com infraestrutura adequada e acesso facilitado a água fresca, alimentação e atendimento médico para comunidades vulneráveis durante extremos climáticos.
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