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Equipe de maternidade usou termos ofensivos para se referir a pacientes

Inquérito investiga cultura de desrespeito na maternidade de Nottingham, após relatos de termos ofensivos a pacientes e subdimensionamento de equipes

Getty Images A stock image of an expectant mother touching her baby bump.
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  • Acusações antigas revelam uma cultura de desrespeito na maternidade do Nottingham University Hospitals NHS Trust, incluindo insultos usados para afastar pacientes.
  • Notas da parteira exibiam a sigla FOH — F— de palavrão, O— de OFF e H— de HOME — sinalizando que as mães deveriam sair da unidade.
  • A avaliação atual analisa atendimento a cerca de 2,5 mil famílias entre 2012 e 2025, incluindo mortes e complicações graves.
  • A sindicância aponta subdimensionamento de equipes, falhas de treinamento e relatos de discriminação racial entre profissionais.
  • O relatório final da auditoria está previsto para 24 de junho, após décadas de investigações e ações de melhoria promovidas pelo atual diretor-executivo Anthony May.

O inquérito sobre atendimento obstétrico do NHS em Nottingham traz à tona condutas inadequadas entre funcionárias. Documentos não divulgados e relatos de ex-funcionárias revelam uso de termos ofensivos para se referir a pacientes grávidas, com mensagens gravadas em quadro branco.

A sigla FOH, com F de palavrão, O de OFF e H de HOME, foi escrita em nomes de gestantes para que deixassem a unidade de maternidade gerida pelo Nottingham University Hospitals NHS Trust (NUH). A prática foi descrita em uma carta de demissão de 2018.

O NUH está no centro da maior apuração de maternidade da história do NHS, investigando cerca de 2.500 famílias entre 2012 e 2025. O foco inclui óbitos fetais, neonatais, maternos e lesões em bebês e mães.

Contexto e andamento da apuração

O inquérito, liderado pela senior midwife Donna Ockenden, deve publicar as conclusões em 24 de junho. O NUH administra o City Hospital e o Queen’s Medical Centre, onde ocorreram diversos casos analisados.

A atual gestão, chefiada pelo CEO Anthony May, afirma que irá corrigir falhas. Em declarações à BBC, May destacou a necessidade de responsabilidade institucional e melhoria nos cuidados de parto.

Condições de trabalho e resultados de gestão

Relatos de ex-funcionárias apontam cultura tóxica, subdimensionamento de equipes e pressões que levaram à redução de empatia no cuidado. A falta de pessoal constante é citada como fator contribuinte para más práticas.

Relatos anteriores mostram ainda episódios de discriminação racial e escolhas administrativas que atrasaram respostas a situações críticas. O relatório de 2023 confirmou falta de ações efetivas diante de avisos de problemas.

Repercussos e perspectivas

Organizações reguladoras destacam iniciativas para aumentar a segurança, com padrões clínicos para serviços de maternidade em toda a Inglaterra. A avaliação reguladora recente elevou o status do NUH de inadequado para requerer melhoria.

O Departamento de Saúde do Reino Unido afirma haver progressos, como recrutamento de mais equipes de parto e investimentos para melhorar instalações. A conclusão do inquérito nacional é aguardada para avançar políticas públicas.

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