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Ferrari de 1987 com Kevlar e fibra de carbono, último carro assinado por Enzo

Ferrari F40, último veículo assinado por Enzo Ferrari, une peso mínimo ao motor V8 biturbo, exigindo condução sem assistências eletrônicas

Modelo esportivo histórico construído em comemoração aos quarenta anos da fabricante italiana – Créditos: depositphotos.com / khairil77
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  • O Ferrari F40 foi lançado em mil novecentos e oitenta e sete para celebrar quarenta anos da marca e foi o último veículo aprovado pelo fundador Enzo Ferrari, com carroceria de Kevlar e fibra de carbono.
  • A filosofia “menos é mais” levou a reduzir o peso: painéis compostos inteiramente de Kevlar, fibra de carbono e alumínio, sem maçanetas, rádio, tapetes e com janelas laterais de acrílico; a tinta Rosso Corsa era aplicada de forma muito fina, revelando a fibra de carbono.
  • O motor é um V8 de dois vírgula nove litros, equipado com dois turbocompressores da marca IHI, gerando quatrocentos e setenta e oito cavalos.
  • A dirigibilidade é bruta e sem controle de tração eletrônico; câmbio manual de cinco marchas com grelha exposta, bancos de fibra de carbono e cabos expostos. A asa traseira é integrada ao design assinado pela Pininfarina.
  • Hoje, o F40 é peça de coleção valorizada em milhões de dólares; a produção superou a meta inicial de quatrocentas unidades, chegando a mais de mil e trezentos exemplares.

O Ferrari F40, lançado em 1987, é reconhecido como o ápice do automobilismo de puro pulso técnico. Desenvolvido para comemorar os 40 anos da fabricante, o modelo foi a última obra aprovada pelo fundador Enzo Ferrari.

Construído com foco extremo na redução de peso, o carro utiliza painéis de Kevlar e fibra de carbono, fixados a um chassi tubular de aço. Em suas primeiras unidades, chegou sem maçanetas, rádio, tapetes ou janelas laterais de vidro, mantendo acabamento em vermelho Rosso Corsa com pintura bastante fina.

Estrutura e materiais

A carroceria é majoritariamente de compostos leves, aliados a alumínio. Essa combinação confere ao F40 um desempenho agressivo, alinhando leveza a rigidez estrutural exigida para condução em alta velocidade.

Motor e desempenho

O coração é um V8 2,9 litros com dois turbocompressores, fornecendo potência de cerca de 478 cavalos. Diferente dos V12 aspirados da marca, o conjunto entrega torque expressivo, com ênfase na resposta imediata em pista.

Desempenho na prática

Em comparação com supercarros modernos, o F40 prescinde de assistências como direção elétrica e controle de tração. Freios de carbono-cerâmica e ABS não vinham de fábrica, reforçando o caráter analógico do veículo.

Dirigibilidade e desafios

Dirigir o F40 exige técnica, pois não há controles de tração. Curvas rápidas podem gerar derrapagens se o motorista não contiver a pressão dos turbos. A caixa de câmbio é manual de cinco marchas, com grelha exposta.

Elementos da carroceria

O design, assinado pela Pininfarina, integra uma asa traseira dominante e linhas funcionais. Guelas de resfriamento nas portas, painéis dianteiros baixos e faróis retráteis são itens icônicos da estética da época.

Legado e valor de mercado

A morte de Enzo Ferrari aumentou a mística em torno do carro, que recebeu aprovação final meses antes de seu falecimento. Embora previsto para 400 unidades, o lançamento acabou superando essa marca, com produção acima de mil exemplares.

Hoje, o F40 figura entre as peças de colecionador mais desejadas, com valores que atingem milhões de dólares. O modelo permanece como símbolo da era analógica do automobilismo italiano, celebrado por entusiastas e historiadores.

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