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PMs presos em MG negam roubo de carga e dizem que faziam escolta

Justiça mantém prisão preventiva de dois policiais suspeitos de saque de carga na BR-381, apontando risco à ordem pública e à investigação

Sargento Paulo (esq.) e soldado Leonardo (dir.) negaram crime
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  • Sargento Paulo Alberto Bernardino e o soldado Leonardo Nascimento Correia, ambos da Polícia Militar, negam participação no saque de carga na BR-381 e dizem ter ido ao local em escolta particular.
  • Eles afirmam que foram procurados por alguém de São Paulo para acompanhar a carga tombada e que estavam desarmados durante a ação; a carga incluía motos elétricas, roupas, brinquedos, pneus e eletrônicos.
  • Vítimas e testemunhas dizem que grupo armado chegou, intimidou pessoas e retirou mercadorias; motorista e ajudante teriam reconhecido os policiais como envolvidos; um terceiro veículo alugado por guarda municipal continua não localizado.
  • A Justiça manteve a prisão preventiva dos dois, argumentando indícios suficientes de crime e risco à ordem pública e à investigação, mesmo com a versão apresentada.
  • Há indícios de materialidade e autoria no boletim de ocorrência; há ainda relatos de tentativa de interferência na apuração, com Leonardo supostamente ligando para um policial rodoviário federal após o crime.

Dois policiais militares presos em Minas Gerais negate RAMO: o envolvimento no suposto saque de uma carga na BR-381 na última quarta-feira. O caso envolve um caminhão tombado e mercadorias como motos elétricas, roupas, brinquedos, pneus e eletrônicos. A prisão foi convertida em preventiva pela Justiça, mantendo a dupla detida.

Segundo os depoimentos já colhidos, o grupo contava com cerca de cinco homens armados que chegaram em três veículos, teriam feito tiros para o alto e afirmaram agir como escolta ligada a uma seguradora. Paulo Alberto Bernardino e Leonardo Nascimento Correia dizem ter ido ao local apenas a pedido de uma pessoa de São Paulo para uma escolta particular, fora do expediente.

O sargento Paulo afirma que viajou com Leonardo numa S10 preta, desarmado, por volta de meio‑dia, e que não houve retirada de mercadorias por eles. Diz ainda que recebeu informações sobre integrantes que teriam desviado parte da carga e que houve contato com o motorista e o ajudante do caminhão.

Já o soldado Leonardo diz que atua como freelancer de contenção de carga há cerca de cinco anos, recebendo pagamento fixo de 600 reais e 30 reais por hora. Ele afirma ter chegado ao local entre 11h e 12h, desarmado, e que a carga já tinha sido saqueada quando chegou. Negou ter feito ameaças ou disparos.

Prisão mantida pela Justiça

O juiz responsável pela audiência de custódia decidiu manter a prisão preventiva, afirmando que há indícios de materialidade e autoria. A gravidade do caso foi destacada, especialmente pelo uso de arma de fogo, e o fato de ambos os investigados atuarem na segurança pública foi apontado como fator de risco à ordem pública.

A decisão também apontou a possibilidade de interferência na investigação, citando que Leonardo teria ligado para uma autoridade policial após o crime para tentar saber se os suspeitos já tinham sido identificados. Um terceiro investigado permanece foragido.

As autoridades afirmaram que as diligências continuam e que a veracidade das denúncias será avaliada nas próximas etapas do inquérito.

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